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02/06/2010 - 20h06

Uruguai e Argentina firmam uma série de acordos de cooperação

ANSA
MONTEVIDÉU, 2 JUN (ANSA) - Os presidentes de Uruguai, Jose Mujica, e Argentina, Cristina Kirchner, decidiram hoje aprofundar a cooperação na área energética, por meio da instalação de uma usina de regaseificação de gás natural e da melhoria da hidrelétrica binacional de Salto Grande, entre outros temas.

O acordo da área energética foi assinado pelos ministros da Energia dos dois países, o uruguaio Roberto Kreimerman e o argentino Julio De Vido, que participaram da reunião mantida hoje entre os chefes de Governos de seus países no departamento de Colonia, a 180 quilômetros de Montevidéu.

Segundo Kreimerman, a usina de regaseificação terá capacidade de processamento de 6 milhões de metros cúbicos por dia e fornecerá o produto a ambas as nações. Ele também detalhou que são analisados três pontos próximos à capital uruguaia para concretizar a instalação da planta, que irá gerar energia elétrica, a partir do gás, a preços mais acessíveis.

O convênio firmado estabelece "a segurança do fornecimento, por parte da República da Argentina, de 300 mil metros cúbicos por dia de gás natural, a um preço razoável e equilibrado", complementou.

O ministro também anunciou que, junto ao seu par argentino, irá se reunir com o ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Luis Fernando Vincenti, para iniciar as discussões sobre a chegada do gás boliviano ao Uruguai, através da Argentina.

Já os ministros da Defesa de Uruguai e Argentina, Luis Rosadilla e Nilda Garré, respectivamente, anunciaram que irão avançar na ampliação dos laços nessa área, por meio de "uma comissão bilateral de diálogo permanente, com uma agenda estabelecida", explicou o uruguaio.

Também participaram do encontro os titulares da pasta da Saúde de ambos os países, Daniel Olesker e Juan Luis Manzur, que firmaram um Protocolo de Intenções para a atenção e prevenção nesse setor.

A cooperação em diversas áreas foi um dos temas do encontro entre Mujica e Cristina, que retomam as relações bilaterais após uma crise diplomática, ocasionada pela instalação de uma fábrica de pasta de celulose no lado uruguaio da fronteira. Os dois líderes voltaram a analisar uma agenda comum após a resolução da Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia.

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