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09/06/2010 - 16h41

Após mal-estar causado por diplomata, Piñera reitera compromisso com a democracia

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 9 JUN (ANSA) - O presidente chileno, Sebastián Piñera, reiterou hoje que seu governo tem "um compromisso firme" com os direitos humanos e com a democracia, após as polêmicas geradas por declarações de um ex-embaixador de seu país.

"Nosso governo e este presidente têm um compromisso firme e permanente com a defesa da democracia e o respeito aos direitos humanos, e isso vai guiar nossa ação dentro e fora do Chile desde o primeiro até o último dia de nosso governo", destacou.

Piñera falou sobre o tema durante visita à mina de cobre Radomiro Tomic na cidade de Antofagasta, 1.360 quilômetros ao norte de Santiago, parte de sua viagem iniciada no último domingo pelo extremo norte do país.

Por outro lado, ao ser questionado diretamente sobre as declarações do diplomata Miguel Otero, Piñera manteve silêncio.

No domingo passado, em entrevista concedida ao jornal argentino Clarín, Otero afirmou que "a maior parte do Chile não sentiu a ditadura" de Augusto Pinochet, que durou de 1973 a 1990, e disse ainda que sem o regime militar o seu país "hoje seria Cuba".

A afirmação do embaixador gerou mal-estar não apenas com o governo chileno, mas também com a Argentina, fazendo com que o chefe da diplomacia de Piñera, Alfredo Moreno, retificasse a declaração, esclarecendo que esta não condiz com a postura do governo.

Na última segunda-feira, o então embaixador pediu desculpas ao presidente e afirmou que lamentava o ocorrido.

"Não quis ofender ninguém e nunca foi minha intenção defender as violações aos direitos humanos (...). Nunca quis colocar meu governo em um cenário negativo", declarou o diplomata que, ontem, apresentou sua renúncia.

Hoje, Otero saiu novamente a público para explicar que deixou o cargo porque "criou-se uma situação dificílima", que poderia "criar problemas" para seu trabalho em Buenos Aires.

Há alguns meses, quando ele foi designado pelo Executivo chileno à sede diplomática na Argentina questionava-se justamente se o país vizinho iria aceitá-lo, já que ele era criticado por seu passado, de vínculos com o ex-ditador.

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