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10/06/2010 - 16h20

Forças Armadas da Colômbia repudiam condenação de coronel

ANSA
BOGOTÁ, 10 JUN (ANSA) - Comandantes das Forças Armadas e da Polícia da Colômbia repudiaram hoje a condenação a 30 anos de prisão do coronel Alfonso Plazas Vega pelo desaparecimento de civis em 1985 durante invasão do Palácio da Justiça.

Em comunicado, os líderes militares expressaram "profunda dor pelas consequências da sentença judicial que condenou um Soldado da Pátria" e convocaram os efetivos "a manter a moral em alta e o espírito combativo indomável".

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, também criticou a decisão judicial anunciada nesta quarta-feira e anunciou uma reunião para analisar o tema no Palácio de Nariño, sede do governo.

"O que está se construindo é um panorama de insegurança jurídica que atenta contra o controle da ordem pública na Colômbia", declarou Uribe.

O mandatário ainda lamentou outro aspecto do veredicto, "de que se ordene uma investigação ao ex-presidente Belisario Betancur (1982-1986) a estas alturas da vida".

Betancur presidia o país em 1985, quando o Palácio da Justiça foi invadido pelo grupo guerrilheiro M-19 para realizar um "julgamento revolucionário".

Na época, o coronel Alfonso Plazas Vega foi o responsável pela retomada do local, em uma ação na qual até mesmo tanques de guerra foram utilizados.

O Palácio da Justiça acabou incendiado, mas esse fato ainda não foi completamente explicado. Algumas versões dão conta que o incêndio foi iniciado pelo M-19, enquanto outras indicam que foi consequência da ofensiva militar.

Testemunhas dizem que pessoas que saíram vivas do ocorrido permanecem desaparecidas até hoje e que poderiam ter sido enterradas em fossas comuns.

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