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10/06/2010 - 19h02

Papa defende celibato e faz críticas à sociedade atual

ANSA
CIDADE DO VATICANO, 10 JUN (ANSA) - O papa Bento XVI afirmou hoje que o celibato -- um modo de transcender a vida terrena tornando-se sacerdote e unindo-se a Deus -- é um "grande escândalo" para uma sociedade que vive em um "eterno presente".

"Para um mundo em que Deus não entra, o celibato é um grande escândalo porque é vivido como realidade e, por isso, deveria desaparecer", advertiu o Pontífice ao participar na noite de hoje da vigília de orações, que faz parte do encerramento do Ano Sacerdotal.

"Pode surpreender esta crítica em uma época em que está na moda não se casar, mas o celibato dos sacerdotes é algo completamente diverso, não um viver por si só e não aceitar algum vínculo definitivo, mas o contrário", continuou.

"É um sim definitivo, tornando-se parte de Deus, é como o sim definitivo do matrimônio, que faz parte da união natural do homem e da mulher, fundamento da cultura cristã no mundo", ressaltou.

Durante a vigília, Bento XVI reiterou ainda que o sacerdócio não é uma profissão como as outras e que, portanto, demanda de "disponibilidade para servir a Deus".

"Sei que há muitos párocos no mundo que dão todas as suas energias para servir o Senhor e suas comunidades. A todos, quero fazer um grande agradecimento neste momento", complementou o Papa perante os cerca de 15 mil religiosos que se reuniram na Praça de São Pedro para acompanhar a solenidade.

Por outro lado, Bento XVI reconheceu que "não é possível fazer tudo o que se deseja ou o que se deveria fazer, porque as nossas forças são limitadas e a sociedade é sempre mais diversificada e complicada". "O importante não é fazer" por fazer, mas sim "fixar as prioridades", orientou.

Ao falar sobre a teologia, o Pontífice advertiu que há um tipo que é "aparentemente científica", inspirada na "arrogância da razão", que "escurece a presença de Deus no mundo".

Nesse sentido, convidou os sacerdotes a não temerem "o fantasma cientificista" e a serem abertos ao novo, ao mesmo tempo em que saibam distinguir criticamente entre a "moda" e a verdadeira novidade.

"A boa teologia é aquela que quer conhecer mais por amor" e que "vem de Deus", explicou o Papa, que ainda admitiu que na visão moderna do mundo, "as tentações são grandes", mas é preciso saber "que todos os acontecimentos históricos são iguais, exceto a novidade de Deus, que é a alegria de nossa fé".

Aos seminaristas e sacerdotes, o Pontífice sugeriu que estes vivam as Sagradas Escrituras "não como um livro isolado, mas como uma comunidade viva", e ressaltou que a "Igreja nos deu uma estrutura de bispos em comunhão com o Papa", "testemunhando a verdade permanente".

O evento, parte do fim do Ano Sacerdotal, iniciado em 19 de junho de 2009, continuará amanhã pela manhã, quando será realizada uma missa que prevê uma participação recorde.

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