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12/06/2010 - 14h32

Cuba: Líder das Damas de Branco diz que libertação é 'passo firme' na direção 'correta'

ANSA
HAVANA, 12 JUN (ANSA) - A líder da organização Damas de Branco -- que reúne familiares de opositores políticos presos em Cuba desde 2003 -- Laura Pollán declarou que a libertação de um dos dissidentes detidos configura um "passo firme" na direção "correta".

Em declarações à ANSA, Pollán assinalou que a soltura de Ariel Sigler Amaya, de 47 anos, também "aproxima" a possibilidade de que Guillermo Fariñas, que mantém uma greve de fome há mais de 100 dias, interrompa a ação. O jornalista e psicólogo condicionou seu protesto à soltura dos "presos doentes".

Amaya, que é paraplégico e estava em graves condições de saúde, havia sido condenado a 20 anos de prisão. Ele foi libertado hoje por meio de uma "licença extrapenal" concedida pelas autoridades, o que indica que sua posição jurídica não será alterada.

A iniciativa das autoridades cubanas foi anunciada na noite de ontem pela Igreja Católica local, que media o diálogo com o governo de Raúl Castro. De acordo com o comunicado, outros seis homens serão encaminhados a prisões próximas de suas casas.

Sobre a informação de que seu próprio marido, Héctor Fernando Maceda, seria um dos transferidos, Pollán acrescentou que todas as medidas "são o início de alguns passos" a favor "dos direitos humanos".

Além de Maceda, o Arcebispado de Havana garantiu que serão movidos para cadeias próximas a seus familiares Juan Adolfo Fernández, Omar Moisés Ruiz, Efrén Fernández, Jesús Mustafá Felipe e Juan Carlos Herrera.

Recentemente, outros seis detidos políticos também foram encaminhados a diferentes cárceres, em uma ação descrita pela Igreja como "um gesto" do governo a favor dos prisioneiros.

As conversas entre a instituição católica e as autoridades cubanas foram iniciadas em 20 de maio, em um encontro entre Raúl e os arcebispos de Havana, cardeal Jaime Ortega y Alamino; e o de Santiago de Cuba, Dionísio García Ibáñez.

Até agora, a Igreja local tem negado que as recentes medidas governamentais estejam relacionadas com a iminente visita que o secretário do Vaticano para as Relações com os Estados, Dominique Mamberti, fará à nação neste mês.

Por sua vez, as autoridades da ilha caribenha garantem que não mantêm no país presos "por suas ideias", e que os condenados por crimes relacionados a política violaram leis por serem "mercenários" dos Estados Unidos.

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