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15/06/2010 - 17h30

Acusado de instigar revolta no Peru, padre italiano diz estar tranquilo

ANSA
LIMA, 15 JUN (ANSA) - O sacerdote italiano Mario Bartolini, acusado pela Justiça peruana de ter instigado a comunidade indígena a se rebelar contra autoridades há cerca de um ano, disse estar "tranquilo" e reiterou "não ter cometido nenhum crime".

"Estou tranquilo pelo fato de não ter cometido nenhum delito e, sobretudo, quando se trata de defender as pessoas mais humildes", afirmou em declarações à ANSA, horas antes de prestar depoimento em um tribunal do departamento de Loreto, que faz fronteira com Brasil, Colômbia e Equador.

O religioso, que tem 72 anos e vive há 32 na América do Sul, foi indiciado por instigar indígenas a enfrentarem a Polícia Nacional, ocasionando um confronto que deixou pelo menos 30 mortos em junho de 2009.

Bartolini tinha uma posição austera contra a deflorestação e discordava do trabalho do grupo Romero, uma multinacional de biodiesel presente na região.

Segundo a Procuradoria, ele teria usado sua emissora de rádio, A Voz de Cainarachi, para conclamar um conflito.

O padre é processado pela suposta autoria de três delitos, entre eles rebelião e instigação de revolta. A procuradoria pede pena de 11 anos de prisão, além da expulsão do país.

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