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15/06/2010 - 17h02

Em Genebra, Amorim defende a eliminação de todas as armas nucleares

ANSA
GENEBRA, 15 JUN (ANSA) - O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, ressaltou hoje que "a maneira mais eficiente para reduzir os riscos de desvio de materiais nucleares por atores não-estatais é a eliminação irreversível de todos os arsenais".

Amorim falou sobre o tema em seu discurso na Conferência sobre Desarmamento da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, que realizou a primeira sessão plenária nesta terça-feira com o Brasil na presidência.

Segundo o ministro, as armas nucleares diminuem a segurança de todos os Estados, inclusive daqueles que as possuem.

O chanceler apontou ainda que o ambiente atual é favorável para que este encontro seja um instrumento na área de segurança internacional, além de falar também sobre o estímulo dado pela recente Conferência para Revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear.

Retomando a Declaração de Teerã, acordo assinado com o Irã sobre o programa nuclear do país, com mediação do Brasil e da Turquia, Amorim voltou a defender as posturas de Brasília e Ancara, que foram "orientadas pelo objetivo de encontrar uma fórmula que garanta o exercício do direito iraniano para o uso pacífico de energia nuclear".

O ministro lamentou o fato de a iniciativa não ter tido a "chance de amadurecer" e afirmou esperar que esta "oportunidade", segundo ele, a mais promissora em engajar os iranianos em diálogo, não tenha sido perdida.

A Conferência sobre Desarmamento é um fórum multilateral da comunidade internacional criado pela Assembleia Geral da ONU em 1978. A presidência do órgão é rotativa e muda a cada quatro semanas.

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