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15/06/2010 - 11h42

Ingrid Betancourt diz que não acreditava em ação militar para resgatar reféns

ANSA
BOGOTÁ, 15 JUN (ANSA) - A franco-colombiana Ingrid Betancourt disse hoje que considerava difícil ocorrer novamente uma operação militar de resgate como a que culminou na sua libertação e de outros 14 reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

"Vou confessar uma coisa: estava certa de que uma ação como a 'Operação Jaque' não seria possível porque foi uma operação muito especial. Mas tinha-se a ilusão de que teríamos outro tipo de operação completamente diferente, muito criativa, muito original, que permitiria retirar alguns dos nossos outros companheiros", disse ela.

Seqüestrada na época em que fazia campanha para a Presidência da Colômbia, em 2002, Betancourt ficou detida pelas Farc durante seis anos, tendo sido resgatada em 2008, em uma iniciativa realizada pelas forças de ordem locais.

A chamada "Operação Jaque" incluiu um suposto engano aos guerrilheiros. Os militares fingiram ser membros de uma organização fictícia que tinham a função de levar os reféns de helicóptero para outro lugar, e a ação foi realizada sem enfrentamentos.

Já a "Operação Camaleão", executada por militares e policiais colombianos neste fim de semana, envolveu o ataque a um acampamento das Farc e culminou na soltura de quatro reféns mantidos em cativeiro há 12 anos -- o general Luis Mendieta, os coroneis Enrique Murillo e William Donato Gómez, e o sargento Arbey Delgado Argote.

Em entrevista à Rádio Caracol, em um diálogo que compartilhou com Mendieta -- que até então era o oficial de mais alta patente em poder das Farc --, Betancourt festejou a libertação e agradeceu ao Exército pelo resgate.

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