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16/06/2010 - 11h54

Ambientalistas argentinos podem suspender bloqueio de ponte com Uruguai hoje

ANSA
BUENOS AIRES, 16 JUN (ANSA) - Os ativistas argentinos que impedem há quatro anos o acesso à ponte internacional General San Martín, contra a instalação de uma fábrica de pasta de celulose no lado uruguaio da fronteira, avaliam suspender o bloqueio para iniciar uma negociação sobre o monitoramento da empresa.

Segundo um dos líderes do protesto, Oscar Vargas, os ambientalistas querem discutir com o governo da Argentina e do Uruguai uma estratégia para acompanhar as operações da indústria, acusada pelos manifestantes de poluir a região do Rio Uruguai.

Em entrevista à agência de notícias argentina Telám, Vargas informou que é possível que, nesta noite, os ambientalistas aprovem a suspensão do bloqueio por 60 dias.

"O que propomos é que, depois desta atitude, seja aberta uma nova janela de diálogos com o governo, porque há muito para conversar com os cidadãos", comentou ele, explicando que os manifestantes esperam uma ação concreta do presidente uruguaio, José Mujica, já que a empresa está localizada no país.

A fábrica de pasta de celulose UPM, ex-Botnia, opera desde 2007 na localidade de Fray Bentos, que fica próxima ao Rio Uruguai, o qual delimita a fronteira dos dois países.

A instalação da empresa também fez com que Buenos Aires recorresse à Corte Internacional de Justiça, em Haia, na Holanda, alegando que Montevidéu teria violado o tratado que rege a fronteira ao permitir que o empreendimento atuasse na região sem consultar a nação vizinha.

Em sentença divulgada em abril, o tribunal anunciou que a fábrica não contamina a área, como defendem os ambientalistas, mas que o Tratado do Rio Uruguai foi desrespeitado. No entanto, não foi determinado pelos magistrados que houvesse compensações devido ao caso.

No início de junho, o juiz argentino Gustavo Pimentel informou que existe um mandado judicial para que o governo garanta a livre circulação pela ponte. Buenos Aires, no entanto, anunciou que não irá usar da violência para cumprir a ordem, mas sim, processar na Justiça os manifestantes.

A instalação da fábrica e o conseqüente processo em Haia ocasionaram um acirramento nas relações entre Uruguai e Argentina, que enfrentaram uma de suas piores crises diplomáticas bilaterais em períodos recentes.

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