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19/06/2010 - 17h10

(Especial) Colombianos ignoram consequências do plano de segurança governista

ANSA
Por VITOR LOUREIRO SION

SÃO PAULO, 19 JUN (ANSA) - O jornalista norte-americano Jon Lee Anderson, do jornal The New Yorker, afirmou à ANSA que "os colombianos ignoram as consequências" do plano de segurança governista, cuja continuidade é uma das principais propostas do candidato Juan Manuel Santos.

"Os colombianos ignoram as consequências do plano de segurança e só irão se preocupar com isso daqui a dez anos", analisou Lee Anderson, que recentemente lançou o livro "El dictador, los demonios y otras crónicas" (2009), em que aborda a biografia de Fidel Castro, Hugo Chávez e Augusto Pinochet e o rei Juan Carlos.

Durante a campanha eleitoral, Santos buscou atrair a popularidade do presidente Álvaro Uribe, que é superior a 70%. Para isso, se disse um dos idealizadores da luta contra guerrilhas como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), desenvolvida na época em que era ministro da Defesa.

Dessa maneira, Santos se tornou o favorito para vencer o segundo turno das eleições presidenciais, que ocorrerá amanhã. Seu adversário é o ex-prefeito de Bogotá Antanas Mockus, do opositor Partido Verde.

Antes do primeiro turno, Mockus surpreendeu muitos analistas ao aparecer tecnicamente empatado com Santos nas pesquisas de intenção de voto. No entanto, no dia 30 de maio, recebeu apenas 21,5% dos votos contra 46,5% do governista.

Para o filósofo Jorge Gantiva Silva, professor da Universidade Nacional da Colômbia, a ascensão do ex-prefeito de Bogotá foi um "fenômeno midiático".

"Os resultados eleitorais de Mockus são parte da 'política-espetáculo', mas seu projeto carece de organização", indicou Gantiva Silva.

Essa crítica, de que Mockus não possui um programa de governo tão elaborado quanto o de Santos, também é feita por outros analistas colombianos. No entanto, Lee Anderson minimiza a questão.

"A maioria dos políticos não possui um programa. Alguns políticos simplesmente são melhores que outros, tem mais carisma", afirmou o jornalista norte-americano, que recentemente cobriu as guerras no Iraque e no Afeganistão e, em julho, participará de atividades da Fundação Novo Jornalismo Ibero-americano, do escritor colombiano Gabriel García Márquez.

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