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25/06/2010 - 18h22

Ministro nega que eliminação de imposto no México tenha 'motivos eleitoreiros'

ANSA
CIDADE DO MÉXICO, 25 JUN (ANSA) - O ministro do Interior mexicano, Fernando Gómez Mont, negou hoje que a decisão do Executivo de extinguir gradualmente o imposto sobre veículos seja motivada por interesses eleitorais, em vista do pleito do dia 4, que elegerá autoridades regionais.

De acordo com Monte, a normativa surgiu como maneira de estimular a geração de empregos e o setor automobilístico, visto que o país ainda tenta se recuperar da crise econômica mundial que atingiu fortemente a nação no último ano.

A eliminação da taxa foi anunciada ontem pelo presidente Felipe Calderón e logo suscitou críticas dos políticos do país, que classificaram a decisão como "populista".

Para o chefe de Governo do Distrito Federal, Marcelo Ebrard, do opositor Partido da Revolução Democrática (PRD), "tudo o que seja para baixar impostos cai bem". Mas sua administração, por exemplo, deixará de arrecadar 5 bilhões de pesos, utilizados principalmente como subsídio para o transporte público.

Já o presidente da Comissão de Orçamento na Câmara dos Deputados, Luis Videgaray, do Partido Revolucionário Institucional (PRI), sugeriu que o presidente reduza o preço da gasolina no lugar de eliminar o imposto sobre os automóveis.

"É uma decisão tomada na metade do ano e a duas semanas do processo eleitoral, o qual gera uma cortina de fumaça diante das propostas ruins que têm os candidatos do PAN [Partido Ação Nacional, governista]", provocou.

Por sua parte, o secretário da Comissão da Fazenda na Câmara, David Penchyna, também do PRI, comentou que seu partido analisará a constitucionalidade desta medida, e também qualificou a medida de "eleitoreira".

A dias das eleições, o ministro do Interior pediu ainda que os cidadãos tenham confiança e que votem no dia 4 de julho, apesar do clima de violência em algumas regiões.

"Não se deixem amedrontar, não se preocupem, há o Estado para protegê-los. Saiam para votar, para cumprir com seus deveres políticos. Hoje, mais do que nunca, o sufrágio é constitutivo de patriotismo", declarou.

Para garantir a segurança, serão firmados acordos entre os estados que concorrerão às urnas. Nesta jornada eleitoral, 12 estados irão renovar as autoridades que compõem o governo, o Congresso e os municípios.

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