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27/06/2010 - 13h38

(Entrevista) Governos de Colômbia e Venezuela tentam censurar imprensa, diz jornalista norte-americano

ANSA
Por VITOR LOUREIRO SION

SÃO PAULO, 27 JUN (ANSA) - Apesar das diferenças políticas entre si, tanto o governo da Colômbia, do presidente Álvaro Uribe, como o da Venezuela, de Hugo Chávez, tentam censurar a imprensa de seus países. Essa é a opinião do jornalista norte-americano Jon Lee Anderson.

"Tanto na Colômbia como na Venezuela temos problemas em relação à imprensa. Infelizmente, os governos estão tentando censurar a imprensa, tentando punir e fechar diversos meios de comunicação", indicou à ANSA Lee Anderson, correspondente que acompanhou a invasão norte-americana e a queda do antigo regime iraquiano e que recentemente lançou o livro "El dictador, los demonios y otras crónicas" (2009), em que aborda as biografias de Fidel Castro, Hugo Chávez e Augusto Pinochet e do rei Juan Carlos.

A análise do jornalista, atualmente colaborador da The New Yorker, é respaldada por informes de organismos internacionais. A Organização dos Estados Americanos (OEA), por exemplo, já expressou "sua preocupação" com a situação da democracia na Venezuela.

Além disso, a Associação Internacional de Radiodifusão, com sede na capital uruguaia Montevidéu, repudiou a detenção do proprietário da emissora de televisão Globovisión, Guillermo Zuloaga, opositor a Chávez, quando tentava deixar o país, no final de março.

Já no caso da Colômbia, o governo de Uribe foi criticado por tentar controlar a divulgação de notícias que poderiam atrapalhar "a ordem" do país nas datas das eleições presidenciais locais, tanto no primeiro turno, no dia 30 de maio, como no segundo, em 20 de junho.

No entanto, esses dois países não são os únicos que têm registrado conflitos entre a imprensa e o governo. "Argentina, Honduras e Nicarágua também têm registrado problemas desse tipo. Isso sem falar no México, onde jornalistas são mortos como cachorros", denunciou Lee Anderson.

Brasil Questionado pela ANSA sobre a situação da imprensa no Brasil, o jornalista afirmou que "ela ainda pode melhorar", principalmente "com a internet, que pode democratizar o acesso à informação já que a mídia tradicional passa por problemas de credibilidade no Brasil". O norte-americano, que classificou como "cruciais" as eleições de outubro, ainda defendeu a iniciativa brasileira de buscar um acordo nuclear com o Irã, muito criticado pela imprensa de seu país.

Recentemente, Lee Anderson visitou a trabalho essa nação islâmica, onde a atividade jornalística também tem sido muito perseguida. "É perigoso e assustador quando há tantos militares nas ruas".

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