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04/07/2010 - 16h26 / Atualizada 04/07/2010 - 17h26

Dissidente Guillermo Fariñas anuncia continuidade de greve de fome

ANSA
HAVANA, 4 JUL (ANSA) - O dissidente cubano Guillermo Fariñas decidiu continuar a greve de fome iniciada há quatro meses, mesmo que seu estado de saúde esteja crítico, informou hoje à ANSA a sua porta-voz Licet Zamora.

Ontem, o jornal Granma, imprensa oficial da ilha, publicou declarações do médico Armando Caballero, que atende Fariñas em um hospital estatal de Santa Clara, no centro do país.

De acordo com o médico, Fariñas está "em potencial perigo de vida" e "se nega voluntariamente a comer por via oral. Ele está há 125 dias nesta situação, pois ficou duas semanas em sua casa, durante as quais disse não ter ingerido alimentos".

Questionado sobre o tema, a porta-voz do manifestante evitou comentar sobre o artigo ou o que teria motivado o regime cubano prestar informações sobre o caso, limitando-se a informar que o dissidente está preparando um comunicado.

Fariñas iniciou a greve de fome em 24 de fevereiro, logo após a morte de Orlando Zapata, um preso político que se submeteu a uma manifestação semelhante e faleceu após permanecer 85 dias sem se alimentar.

O dissidente, que é jornalista e psicólogo, reivindica a libertação de presos políticos, que são considerados delinquentes comuns pelo governo.

Seu caso é registrado no momento em que a gestão de Raúl Castro iniciou diálogos com a Igreja Católica, negociações que já possibilitaram a liberação de um opositor e o traslado de outros 12 a penitenciárias próximas de seus locais de origem.

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