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04/07/2010 - 19h07 / Atualizada 04/07/2010 - 20h36

México-Eleições: Em meio a votações, governistas e opositores trocam acusações

ANSA
CIDADE DO MÉXICO, 4 JUL (ANSA) - As eleições realizadas neste domingo no México para renovar autoridades de 14 estados do país -- incluindo 12 governadores -- ocorrem sob um forte clima de insegurança, marcado pela violência, além de denúncias sobre fraudes e campanhas difamatórias.

Em Oaxaca, um representante do Partido da Revolução Democrática (PRD, de esquerda), negou que as 38 pessoas detidas com materiais explosivos para a fabricação de bombas tenham algum vínculo com a legenda.

"Não temos nenhuma relação com eles", disse o representante do PRD Graco Ramírez, ao referir-se às declarações dos presos que afirmaram terem sido contratados por mil pesos para atacar alguns colégios eleitorais na localidade, no sul do país.

Ramírez classificou afirmação como parte de "uma montagem" do Partido Revolucionário Institucional (PRI, de centro) para prejudicar a agremiação durante as votações.

No estado de Veracruz, leste mexicano, um grupo do Partido Ação Nacional (PAN, governista) foi detido. Os representantes da agrupação também acusaram o PRI de uma "guerra suja" e afirmaram que seus militantes estavam "devidamente acreditados e foram presos sem motivo".

Uma denúncia anônima havia apontado que os membros do PAN teriam oferecido armas e dinheiro pela compra de votos na localidade de Boca del Río.

Por sua vez, o PRI repudiou as denúncias contra seus integrantes, considerando que estas seriam parte das "ações midiática" do PAN para distrair a atenção.

Na tarde de hoje, em Durango, a oposição advertiu sobre a presença de homens armados dentro das seções eleitorais. Segundo a aliança formada pelo PAN e PRD para as votações nessa região, sujeitos vestidos como civis roubaram as cédulas de alguns colégios.

Desde as primeiras horas da manhã, quando as urnas foram abertas -- às 8h locais (10h no horário de Brasília) --, diversos incidentes foram reportados. Ainda em Durango, foram detidas 40 pessoas; em Hidalgo, 12 foram presas, das quais dez já foram soltas.

Também em Hidalgo, foram confirmadas as mortes do titular de Segurança Pública, Raymundo Apatiga, e do subdiretor de Segurança do município de Actopan, Isaías Pérez. Os dois teriam sido vítimas do cartel Los Zetas.

Em Chihuahua, as autoridades informaram que uma das quatro vítimas assassinadas na noite de ontem era o carcereiro Juan Scott. Segundo a polícia, esses crimes não teriam nenhum vínculo com o pleito deste domingo.

As urnas permanecem abertas até as 18h locais (20h no horário de Brasília). Estima-se ainda que este é "um referendo direto" sobre a gestão do presidente Felipe Calderón, que integra o PAN e que empreende desde 2006, quando chegou ao poder, uma luta de proporções militares contra o narcotráfico e o crime organizado.

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