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06/07/2010 - 11h51 / Atualizada 06/07/2010 - 12h45

Chanceler chileno defende adesão formal do país à Unasul

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 6 JUL (ANSA) - O chanceler chileno, Alfredo Moreno, confirmou que o governo fará "todos os esforços para que o uso do tratado e desta União de Nações Sul-Americanas seja o mais adequado", ao comentar a eventual formalização da adesão à Unasul.

"Nós não devemos nos subtrair de um organismo em que participam todos os países e do qual o Chile foi parte desde o início, desde o dia zero", declarou ele hoje, em uma entrevista à rádio Cooperativa.

"Estamos participando na Unasul desde muitos anos, e o que falta é a ratificação. Já foi aprovada por uma maioria muito ampla na Câmara de Deputados e agora tem que passar pelo Senado", explicou o ministro das Relações Exteriores.

A ratificação chilena ao bloco regional tem gerado divergências em Santiago, já que governistas repudiam a entrada do país por acreditarem que a Unasul é controlada pela Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba), integrada por nações como Venezuela, Equador, Cuba e Bolívia.

Os partidos da aliança do mandatário Sebastián Piñera, a Coalizão pela Mudança, teriam imposto condições ao Executivo para aprovar tal incorporação. Uma delas seria o envio de uma demanda para que a entidade incluísse em suas cláusulas garantias de respeito à democracia e aos direitos humanos.

Hoje, o secretário-geral da Unasul, o ex-presidente argentino Néstor Kirchner (2003-2007), em visita oficial à nação sul-americana, se reunirá com Piñera e com Moreno para discutir a adesão ao tratado constitutivo do organismo.

O ministro chileno assinalou ainda que seu país teve um papel destacado no início do bloco regional, cujo acordo de criação foi firmado em Brasília, em 23 de maio de 2008, ainda durante a gestão de Michelle Bachelet.

"Fomos os que dirigimos isso durante os primeiros anos de vida. O Chile foi o primeiro presidente pro tempore da Unasul em seus primeiros anos. A presidente Bachelet e logo Piñera participaram de todas as cúpulas", assinalou o chanceler.

Moreno destacou ainda que o organismo "tem operações em muitos âmbitos distintos: educação, energia, conexões viáveis, cada um dos quais tem comitês com participação dos ministérios".

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