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08/07/2010 - 10h09 / Atualizada 08/07/2010 - 10h59

Autoridades italianas celebram prisão de mafioso

ANSA
ROMA, 8 JUL (ANSA) - Autoridades políticas da Itália parabenizaram as forças de ordem responsáveis pela prisão do mafioso Cesare Pagano, foragido há um ano e que foi detido na manhã de hoje durante uma operação realizada pela polícia de Nápoles.

O premier italiano, Silvio Berlusconi, cumprimentou o ministro do Interior, Roberto Maroni, e os investigadores, "que hoje continuaram, com uma nova prisão de um dos 30 mais perigosos fugitivos", a "nossa ação de combate à criminalidade que já capturou 26" criminosos.

"Nenhum governo antes de nós foi tão eficiente no contraste ao crime organizado", garantiu o primeiro-ministro, que falou sobre o caso antes de participar de uma entrevista coletiva ao lado de seu homólogo maltês, Lawrence Gonzi.

Já Maroni assinalou que "a ação do Estado, forte e precisa contra o crime, não conhece trégua", afirmando que a prisão de Pagano, um dos chefes da Camorra, a máfia napolitana, "é um sucesso investigativo de altíssimo nível".

O ministro italiano da Justiça, Angelino Alfano, congratulou por telefone o procurador Giandomenico Lepore, apontando que esta é uma luta "contra todas as máfias que não conhece precedentes".

"Uma batalha concreta, com ações de combate sinérgicas e coordenadas, levadas adiante também com o apoio de normas específicas que sustentam a operação das forças de ordem e da magistratura", acrescentou ele.

O titular do Senado local, Renato Schifani, enviou "os mais sinceros parabéns" a Maroni pela detenção de Pagano, que "nos últimos anos provocou uma violenta vingança, ensanguentando ainda mais um território já afligido profundamente pela praga da Camorra".

"Ainda uma vez, no entanto, podemos afirmar que o Estado afirma e continua a afirmar seu legítimo poder, graças à determinação com a qual as forças de ordem, a magistratura e as instituições da nossa República levam adiante cotidianamente a atividade de combate ao crime organizado", ressaltou ele em uma nota.

O ministro para as Políticas Europeias, Andrea Ronchi, classificou a ação de hoje como uma "extraordinária operação" que "testemunha nosso compromisso na batalha em defesa da legalidade e da segurança de todos os cidadãos italianos".

Pagano nunca havia sido preso antes e, portanto, as autoridades não dispunham nem mesmo de uma imagem de seu rosto. Ele estava em uma propriedade junto a dois seguranças, um sobrinho e um genro, e era procurado sob a acusação de associação mafiosa e tráfico internacional de drogas.

Junto ao cunhado Raffaele Amato -- que foi preso no ano passado --, Pagano protagonizou, em 2004 e 2005, uma guerra com o clã mafioso rival Di Lauro pelo domínio de uma das maiores praças europeias de venda de drogas, em uma série de confrontos que provocaram a morte de 70 pessoas.

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