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08/07/2010 - 14h48 / Atualizada 08/07/2010 - 15h33

Filha do general Carlos Prats se diz conformada com redução da pena dos acusados

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 8 JUL (ANSA) - Uma das filhas do general Carlos Prats, Sofía, se disse "conformada" com a redução da sentença para 17 anos de prisão do ex-general Manuel Contreras, acusado de assassinar seus pais em 1974.

Sofía Prats disse que iria analisar a nova pena decidida pela Suprema Corte de Justiça do Chile, "mas que o importante era que os fatos estão estabelecidos".

Anteriormente, Contreras havia recebido dupla condenação à prisão perpétua. Entre os sentenciados também está o ex-brigadeiro Pedro Espinoza, condenado à mesma pena por "homicídio qualificado". Os dois ainda cumprirão 13 anos e um dia por associação ilícita.

Os assassinatos de Prats e de sua esposa foram registrados em Buenos Aires, como parte da Operação Condor, estratégia conjunta das ditaduras militares do Cone Sul das décadas de 1970 e 1980, que perseguia ativistas políticos opositores aos regimes.

Sofía e suas duas irmãs, Cecília e Angélica, pretendem também entregar uma cópia da sentença à juíza argentina María Servini de Cubría, como demonstração de agradecimento por ela ter iniciado a investigação do crime.

Em 2001, a magistrada chegou a pedir a extradição do ex-ditador chileno, Augusto Pinochet (1973-1990), e da cúpula da Dina (polícia secreta desse regime). Apesar de Suprema Corte de Justiça do Chile não ter aceitado a solicitação, também decidiu abrir o processo sobre o caso.

Servini de Cubría ainda condenou o ex-agente da Dina Enrique Arancibia Clavel como cúmplice do assassinato do casal Prats.

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