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08/07/2010 - 08h35 / Atualizada 08/07/2010 - 09h54

Inundações deixam 1,8 mil casas embaixo d'água em estado do México

ANSA
CIDADE DO MÉXICO, 8 JUL (ANSA) - Cerca de 1.800 casas ficaram embaixo d'água no município de Anahuac, no estado mexicano de Nuevo León, somando-se aos estragos causados pelas intensas chuvas que se abateram sobre o noroeste do país após a passagem do furacão Alex.

O mau tempo, que já provocou 15 mortes na região, se estende também aos estados de Tamaulipas e Coahuila, nos quais mais de 100 mil pessoas foram atingidas pelo transbordamento de rios e represas e a inundação de dezenas de milhares de casas.

O governo federal liberou ontem os primeiros 115 milhões de pesos (por volta de R$ 16 milhões) para atender as emergências em Nuevo León.

O gerente da Comissão Nacional da Água local (Conagua), Pedro Garza, assinalou que as inundações em Anahuac -- causadas pelo transbordamento do rio El Salado, após a liberação controlada das águas da represa Venustiano Carranza -- poderiam se intensificar e cobrir todo o município.

Quase 20 mil habitantes da localidade, que fica próxima à fronteira do México com o estado norte-americano do Texas, foram evacuados na terça-feira, horas antes da abertura de 24 das 28 comportas do reservatório -- que atingiu 100% de sua capacidade e tem uma vazão de 3.600 metros cúbicos de água por segundo.

Os cidadãos se refugiaram em abrigos ou com familiares, e milhares passaram a segunda noite dentro de seus próprios veículos, estacionados nas estradas de acesso a Anahuac, a 200 quilômetros da capital estadual Monterrey, onde as inundações também provocaram caos.

Um dos principais centros industriais do México, Monterrey contabilizava até ontem, pelo terceiro dia consecutivo, mais de 50 mil pessoas sem energia elétrica, e milhares sem acesso ao serviço de água.

As autoridades locais começaram a impor sanções a comerciantes que vinham lucrando com a emergência e haviam multiplicado em até dez vezes o preço dos galões de água de 20 litros.

Cidades localizadas na fronteira com os Estados Unidos, como Reynosa, em Tamaulipas, estão em alerta máximo devido ao aumento no nível do rio Bravo, que subiu quatro metros além de seu índice habitual. Espera-se que hoje a situação se complique ainda mais com a abertura das comportas do lago El Cuchillo.

O diretor geral da Conagua, José Luis Luege, declarou que a prioridade atual é o manejo das grandes represas no noroeste do país, que desembocam no rio Bravo e no Golfo do México.

As chuvas e inundações, que afetam também os estados de Veracruz e San Luis Potosí, ainda que em menor medida, obrigaram as autoridades a fecharem ontem a ponte internacional que une a mexicana Nuevo Laredo, em Tamaulipas, à norte-americana Laredo, no Texas.

Ainda nesta quinta-feira, o presidente mexicano, Felipe Calderón, percorreria pela segunda vez as zonas afetadas pelo mau tempo em Nuevo León, segundo informações de fontes locais, que estimaram, preliminarmente, os danos em dez bilhões de pesos (pouco menos de R$ 1,4 bilhão).

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