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15/07/2010 - 09h28

Argentina se coloca na 'vanguarda' da reivindicação dos direitos, diz chefe de Gabinete

ANSA
BUENOS AIRES, 15 JUL (ANSA) - O chefe de Gabinete argentino, Aníbal Fernández, declarou que o país se colocou "na vanguarda da reivindicação dos direitos" dos homossexuais na América Latina, depois que o Senado aprovou o projeto de lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

"O que o Congresso não se animou a fazer nunca, e o Executivo tampouco havia enviado projetos com estas características. Hoje, entre todos, demos uma lição", garantiu ele nesta quinta-feira à Rádio Continental, citado pela agência oficial Télam.

A norma, que já havia sido sancionada pela Câmara de Deputados, foi validada pelos senadores nesta madrugada, com 33 votos a favor, 27 contra e três abstenções, depois de mais de 14 horas de discussões.

Fernández apontou que com a aprovação da lei foram reivindicados direitos "para uma boa parte da sociedade, que não só via frustrada sua possibilidade [de se casar], mas que também sofria por este tema".

"Nós fomos precursores nesta decisão, com a cabeça, a altura política de pessoas de todos os partidos políticos, porque foram capazes de levantar sua mão para decidi-lo", acrescentou o chefe de Gabinete, assinalando que "todos concordaram que era necessário fazer uma mudança".

O funcionário rechaçou que houvesse um problema religioso entremeado nas discussões sobre a norma, apesar de católicos terem entrado em conflito com manifestantes gays ontem, em frente ao Congresso em Buenos Aires.

"O que estávamos discutindo era a necessidade de chegar a esse setor, ou a este segmento, que durante muitos anos sofreu, padeceu esta situação por não ter uma reivindicação de seus próprios direitos, e hoje encontra uma solução definitiva com a sanção da lei", continuou.

Com a aprovação no Senado e na Câmara, o projeto de lei segue agora para o Executivo. A presidente Cristina Kirchner, em visita à China, havia declarado anteriormente que não vetaria a norma caso ela fosse validada no Parlamento.

Se o texto for sancionado em todas as suas instâncias, a Argentina se tornará o primeiro país da América Latina a permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

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