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16/07/2010 - 15h56

Chávez repudia denúncia colombiana e acusa Uribe de ser 'um mafioso'

ANSA
CARACAS, 16 JUL (ANSA) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, repudiou as novas denúncias do governo da Colômbia sobre a suposta presença de líderes guerrilheiros em território venezuelano, ao mesmo tempo em que reiterou suas críticas ao mandatário do país vizinho, Álvaro Uribe.

"É uma patranha do governo burguês da Colômbia, governo apátrida da Colômbia. Não vou cair em provocações", declarou o venezuelano em um ato transmitido hoje em rede nacional de rádio e TV.

Essa ação "obedece ao desespero de Uribe, que está de saída, mas não significa que vamos ficar calados", continuou Chávez, referindo-se ao mandato do presidente colombiano, que será encerrado em 7 de agosto. Ele "é um mafioso e é capaz de qualquer coisa porque está cheio de ódio", completou.

Ontem, o Ministério da Defesa da Colômbia anunciou à imprensa que possuía "provas contundentes" da presença de líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) no país fronteiriço.

Segundo o titular da pasta, Gabriel Silva, estava "confirmada" a presença de diversos guerrilheiros, como Carlos Marín Guarín, apelidado de Pablito, do ELN, e Germán Briceño, o Grannobles, e Jorge Briceño, chamado de Mono Jojoy, estes dois últimos das Farc, na Venezuela.

Chávez destacou ainda que espera manter melhores relações com o futuro presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e disse esperar ainda que ele não siga as linhas políticas da atual administração, já que são "evidentes" as diferenças entre ambos.

"A Venezuela está com as mãos abertas para receber o novo governo, mas estamos em alerta e esperamos que a extrema direita da Colômbia esteja realmente de saída", enfatizou Chávez.

Antes, a Chancelaria venezuelana já havia repudiado a denúncia, considerando-a uma "arremetida" de Bogotá e afirmou que em ocasiões anteriores foi verificada a falsidade das acusações relacionadas a presença de guerrilheiros no país. Em sinal de protesto, Caracas chamou seu embaixador no país vizinho, Gustavo Márquez, para consultas.

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