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16/07/2010 - 15h05

Embaixador venezuelano se prepara para deixar a Colômbia

ANSA
BOGOTÁ, 16 JUL (ANSA) - O embaixador venezuelano na Colômbia, Gustavo Márquez, se preparava para viajar ainda hoje a Caracas, após ter sido chamado para consultas pelo governo de Hugo Chávez, em meio a uma nova crise entre as duas nações.

A poucos metros de onde partiria o diplomata -- do aeroporto Eldorado, em Bogotá --, no terminal aéreo militar de Catam ocorria uma reunião entre o presidente colombiano, Álvaro Uribe, e sua vice-chanceler, Clemencia Forero, para discutir o mesmo assunto.

Questionado pela imprensa, Márquez disse apenas que "esta é uma situação criada pelo governo do presidente Uribe".

O novo conflito foi iniciado na tarde de quinta-feira, quando o ministro da Defesa colombiano, Gabriel Silva, mostrou aos diretores de veículos da imprensa local, a portas fechadas, uma série de vídeos, fotos e coordenadas registradas entre 2007 e 2010, e que seriam "provas contundentes" da presença da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território venezuelano, com o consentimento de Chávez.

O Executivo venezuelano, por sua vez, repudiou totalmente essas declarações e esclareceu que as coordenadas que possuía foram enviadas pelo próprio governo colombiano, declarou o chanceler Nicolás Maduro.

Mais cedo, ao anunciar a convocação do embaixador, Maduro questionou ainda "o que Uribe quer com isto? Por que a poucos dias de entregar a presidência arremete com todo seu ódio, com seus falsos escândalos midiáticos, contra a Venezuela?".

Uribe e Chávez mantêm relações conturbadas desde 2007, quando o colombiano decidiu cancelar as mediações impulsionadas pelo líder do país vizinho com as Farc. O venezuelano atuava nas negociações pela troca humanitária -- de reféns por guerrilheiros presos.

A crise bilateral se intensificou em 2008, com o ataque militar colombiano contra um acampamento da mesma guerrilha em território equatoriano, o que fez com que a Venezuela repudiasse a violação da soberania do país de Rafael Correa.

Já em 2009, depois de ter sido acusado de fornecer armamentos aos guerrilheiros, Chávez decidiu congelar os vínculos com a nação de Uribe, situação que ainda se mantém.

Uribe deixará a presidência no próximo mês. Seu sucessor será Juan Manuel Santos, candidato governista e ex-ministro da Defesa do atual governo, que foi eleito no segundo turno das presidenciais, em 20 de junho passado.

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