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18/07/2010 - 18h12

Procuradoria do México inicia investigação sobre massacre de jovens no norte do país

ANSA
CIDADE DO MÉXICO, 18 JUL (ANSA) - A Procuradoria-Geral do México iniciou as investigações sobre os assassinatos de 17 jovens, registrados na madrugada de hoje, em um salão de festas do estado de Coahuila, próximo à fronteira com os Estados Unidos.

Fontes da procuradoria informaram que a investigação foi aberta devido aos "indícios" de que o ataque, ocorrido na cidade de Torreón, teria sido realizado por grupos criminosos.

De acordo com as autoridades estaduais, por volta das 2h locais (4h no horário de Brasília), sujeitos armados a bordo de caminhonetes invadiram o local da celebração, uma festa de aniversário, e dispararam.

Na ação morreram cinco mulheres e 12 homens, entre eles o aniversariante. Segundo dados atualizados, outras dez pessoas ficaram feridas.

A polícia ainda não identificou qual seria o motivo do massacre e nem as identidades dos agressores. "Atiraram contra tudo o que se movia", disse uma testemunha que preferiu manter-se no anonimato, revelando que os atiradores utilizaram oito automóveis, furgões e armas de grosso calibre, como os fuzis AK-47 e AR-15.

O crime se soma a onda de violência decorrente de confrontos do narcotráfico e da repressão das autoridades aos cartéis. Até o momento, de acordo com informes do governo, quase 25.000 pessoas morreram nos últimos anos, desde que Felipe Calderón chegou ao poder, em 2006.

Neste domingo, outro ataque, no estado de Jalisco, oeste do país, deixou um policial morto e outros quatro agentes feridos. Na mesma região, uma viatura com três policiais foi alvo de disparos e granadas, que feriu os efetivos.

Para analistas locais, os mexicanos estão ingressando em uma nova fase -- a do chamado narcoterrorismo --, que seria uma resposta a investida de Calderón. Na quinta-feira passada, um carro-bomba deixou cinco mortos em Ciudad Juárez, no estado de Chihuahua, que também fica na divisa com o território norte-americano.

Logo após esse atentado, uma mensagem atribuída ao cartel de Juárez fazia novas ameaças. "Ainda temos mais carros-bomba", dizia um cartaz deixado na cidade.

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