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19/07/2010 - 17h16

Após massacre de jovens, Senado mexicano pede fim de ofensiva contra o narcotráfico

ANSA
CIDADE DO MÉXICO, 19 JUL (ANSA) - O presidente do Senado mexicano, Carlos Navarrete, pediu hoje, em visita à Suíça, que o presidente Felipe Calderón "suspenda" o combate ao narcotráfico com o uso das forças locais para evitar que o país continue "degradando-se, como ocorre hoje".

Navarrete, do opositor Partido da Revolução Democrática (PRD, de esquerda), analisou que o governo dos Estados Unidos também "deve enfrentar o problema", visto que o tráfico de drogas mexicano se direciona aos consumidores norte-americanos.

Calderón "deverá tomar a decisão de suspender esse combate para evitar a degradação que ocorre hoje e propor aos Estados Unidos um acordo, no qual Washington assuma suas responsabilidades", declarou a equipe de imprensa do senador.

O titular do Senado expressou também que o México "enfrenta uma situação dramática, sem um ponto de comparação na história" e considerou que a luta anunciada por Calderón "desgasta o governo e desgasta as Forças Armadas", além de não ter um fim, já que este é "um problema de mercado e do consumo proveniente da sociedade norte-americana".

"Ou resolvemos conjuntamente entre Estados Unidos e México e os países produtores da droga ou não teremos condições de resolver, mesmo com o aumento da violência em nosso país", complementou Navarrete, que participava em Genebra da 3ª Conferência Mundial de Presidentes de Parlamentos.

As críticas em relação à política de Calderón contra o narcotráfico e o crime organizado aumentaram após o massacre de ao menos 18 jovens, cometido na madrugada de domingo no estado de Coahuila, fronteiriço ao território norte-americano. A ação, que poderia ter vínculos com os cartéis mexicanos, ainda não foi reivindicada por nenhuma organização.

Desde que Felipe Calderón assumiu o governo, em dezembro de 2006, houve um aumento significativo em relação ao número de mortes no país. Até o momento, segundo dados atualizados, há quase 25.000 vítimas fatais decorrentes das ações de narcotraficantes e das operações das forças policiais e militares. Estima-se que o governo tenha disponibilizado cerca de 100.000 efetivos para essas tarefas, em distintas zonas do México.

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