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19/07/2010 - 16h33

Chile se prepara para receber ex-preso político cubano

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 19 JUL (ANSA) - O senador Patricio Walker, de oposição, coordenou hoje na sede da Chancelaria do Chile as condições para a chegada a Santiago de um cubano que será libertado pelas autoridades da ilha.

De acordo com parlamentar, do Partido Democrata-Cristão, o cidadão que seria enviado ao país sul-americano é José Izquierdo, que esteve preso por sete anos e faz parte da lista dos dissidentes soltos, divulgada pela Igreja Católica há alguns dias, informou a radio Biobío.

Izquierdo e seus familiares são esperados na capital chilena nesta semana. Para o seu envio, Walker trabalhou junto ao diretor-geral de Política Externa da Chancelaria, Alfonso Silva. Já foram discutidas as condições de moradia, educação e saúde para garantir o estabelecimento da família no país.

O senador afirmou que esta é a primeira solicitação formal de um cidadão cubano recebida pelo Chile. Dependendo de como ocorrer a viagem e a instalação do opositor cubano no país, poderão ser analisados outros pedidos.

Também os Estados Unidos estão interessados em acolher os cubanos que serão libertados. Hoje foi enviada uma missão diplomática norte-americana a Cuba para conversar amanhã com familiares de presos que não desejam ir para a Espanha.

O dissidente Héctor Palacio afirmou à ANSA que "as esposas de oito presos que não querem ir para a Espanha" foi convidadas "pelo escritório do cardeal Jaime Ortega" a participarem de um encontro no Escritório de Interesses dos Estados Unidos em Havana (Sina, na sigla em espanhol).

"Alguns deles manifestaram seu desejo de ir para os Estados Unidos e outros não querem sair do país", explicou Palacio, que recebeu as informações da associação Damas de Branco, formada pelos familiares dos 75 dissidentes presos em 2003, dos quais 52 continuavam detidos e que começaram a ser soltos a partir das negociações.

Iniciado em maio passado, o diálogo entre o governo de Raúl Castro e a Igreja Católica, com a participação da Chancelaria espanhola, já permitiu a libertação e o envio à Espanha de 11 dos dissidentes. Contudo, depois de chegarem a Madri, alguns dos libertados criticaram os alojamentos disponibilizados a eles. Também as Damas de Branco repudiaram a viagem, afirmando que esta seria um "desterro".

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