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19/07/2010 - 12h22

Denúncia contra Venezuela não afetará próximo presidente, diz chanceler colombiano

ANSA
BOGOTÁ, 19 JUL (ANSA) - O chanceler colombiano, Jaime Bermúdez, descartou hoje que a denúncia de que chefes guerrilheiros vivem na Venezuela será um obstáculo para Juan Manuel Santos, que assume a presidência do país no dia 7 de agosto e já demonstrou que deseja melhorar as relações bilaterais.

"Alguns interpretaram a denúncia como se fosse uma dificuldade para o governo que entra. Mas vejo pelo lado contrário, de que o mais difícil é assumir esta responsabilidade e levar as denúncias até instâncias internacionais", indicou Bermúdez.

De acordo com o chefe da diplomacia, a Chancelaria colombiana irá "revisar qual informação" levará para a reunião da próxima quinta-feira do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA).

"O objetivo de fundo é uma cooperação eficaz em um tema sensível, muito sensível para a Colômbia, que é a luta contra o terrorismo", declarou Bermúdez.

Na semana passada, Bogotá indicou que líderes das guerrilhas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e Exército da Libertação Nacional (ELN) estariam na Venezuela. O ministro da Defesa colombiano, Gabriel Silva, chegou a divulgar as coordenadas do local exato onde estaria Iván Márquez, um dos chefes máximos das Farc.

Na última sexta-feira, o governo venezuelano negou as acusações e declarou que o atual presidente do país vizinho, Álvaro Uribe, pretendia "minar o terreno para uma eventual normalização das relações bilaterais".

Desde julho de 2009, quando Bogotá insinuou que o mandatário Hugo Chávez contrabandeava armas para guerrilheiros, os laços entre as duas nações estão "congelados".

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