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19/07/2010 - 15h27

Presidente do Equador espera convite pessoal de Santos para ir à sua posse na Colômbia

ANSA
QUITO, 19 JUL (ANSA) - O governo do Equador reiterou hoje o desejo de Rafael Correa em estar presente na cerimônia de posse do presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, que assumirá o governo no próximo dia 7.

"A princípio esperamos que o presidente possa ir à posse. Existe a vontade para fazê-lo", afirmou o chanceler Ricardo Patiño ao canal de TV Ecuavisa.

Patiño disse que a chancelaria espera apenas um convite pessoal ao mandatário. Até o momento, o Ministério das Relações Exteriores do Equador recebeu uma circular padrão, que foi enviada a todos os chefes de Estado e de Governo.

De acordo com o ministro, a presença de Correa seria um gesto de Quito para demonstrar que o país quer restabelecer por completo as relações com Bogotá. O Equador rompeu os laços diplomáticos com a nação vizinha em março de 2008, após militares colombianos lançarem um ataque em território equatoriano.

A ofensiva ocorreu contra um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e derrubou o então número dois da guerrilha, Raúl Reyes. As relações foram retomadas parcialmente em novembro de 2009, com a posse de encarregados de negócios.

As recentes denúncias de espionagem por parte da inteligência colombiana contra as principais autoridades equatorianas -- entre elas também o presidente, publicadas no jornal El Universo de Guayaquil, aumentaram as tensões.

Segundo Patiño, as supostas escutas são graves como o bombardeio, mas "Angostura é comprovado, esta denúncia, não". Angostura é a cidade equatoriana bombardeada pelos militares colombianos e o nome pelo qual ficou conhecida a crise diplomática entre os dois países em 2008.

Santos assumirá a presidência da Colômbia após dois mandatos consecutivos de Álvaro Uribe, que iniciou sua primeira gestão em 2002. Entre seus desafios, o futuro mandatário terá que retomar os vínculos com o Equador e administrar a recente crise com a Venezuela, após denúncias colombianas de que guerrilheiros atuariam no território vizinho.

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