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19/07/2010 - 19h24

Venezuela volta a repudiar interferência chilena em assuntos internos

ANSA
CARACAS, 19 JUL (ANSA) - As autoridades eleitorais venezuelanas voltaram hoje a repudiar os pronunciamentos do Chile sobre o processo em curso no país, ao mesmo tempo em que reiteraram o pedido pelo fim das intervenções em assuntos internos.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que na Venezuela tem condição de poder do Estado, advertiu que "não permitirá a pretendida imposição de atores políticos estrangeiros que contravém as regras de observação eleitoral internacional".

A posição é mais uma resposta à recente resolução do Senado chileno, aprovada por maioria na segunda-feira da última semana e que põe em dúvida a "transparência" dos processos eleitorais venezuelanos, considerando importante o envio de "observadores" internacionais às próximas votações, de 26 de setembro.

No comunicado desta segunda-feira, o CNE reiterou que o acompanhamento internacional de uma eleição deve ser realizado com imparcialidade e respeito à independência do país. Igualmente, repudiou "toda ofensa à soberania nacional" e pediu às instituições do Chile que "acabem com esta atitude de desrespeito".

Ontem tal atitude havia sido repudiada pelo presidente Hugo Chávez. Em sua coluna dominical, o mandatário venezuelano criticou a pretensão dos senadores chilenos de "interferirem" no país considerando esta atitude "um franco e abominável desrespeito ao Estado Nacional Bolivariano e suas instituições".

No próximo dia 26 de setembro, os venezuelanos deverão comparecer às urnas para eleger 165 parlamentares. De acordo com o CNE, 12.562 centros de votação estarão disponíveis para o pleito.

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