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20/07/2010 - 14h48

Em reunião do Mercosul, Uruguai defenderá ações para solucionar 'assimetrias'

ANSA
MONTEVIDÉU, 20 JUL (ANSA) - O governo uruguaio, de José Mujica, voltou hoje a criticar as posturas de Brasil e Argentina, ao defender o regime de admissão temporária local e anunciar que irá pedir a eliminação da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum (TEC) na Cúpula do Mercosul.

O encontro do Conselho do Mercado Comum -- órgão formado por ministros das Relações Exteriores e da Economia dos países-membros do Mercosul -- ocorrerá no dia 3 de agosto em San Juan, na Argentina.

"Ou analisamos todos os temas (...) ou salvamos o instrumento de admissão temporária", explicou o chanceler Luis Almagro, apontando que esta seria uma solução para "compensar as assimetrias" entre os sócios maiores e os menores, Uruguai e Paraguai. "A questão da admissão temporária deve estar contemplada", continuou ele.

Caso seja aceito esse regime, o Uruguai teria permissão para importar produtos, reelaborá-los e revendê-los a países do bloco sem pagar impostos.

O chanceler uruguaio também declarou que "é inadmissível uma negociação bloco a bloco, especificamente com a União Européia, com a manutenção da dupla cobrança da TEC e com padrões industriais, de investimentos e sanitários ou fitossanitários diferentes".

A eliminação da dupla cobrança da TEC é motivo de debates entre os países do Mercosul -- grupo formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, com a Venezuela em processo de incorporação -- há cinco anos, mas ainda não houve um consenso entre os países sobre a questão.

O bloco também não tem tido êxito ao negociar com a UE. O Mercosul e a UE começaram a discutir um tratado de associação sobre cooperação, diálogo político e comercial em 1995. Desde então, os debates passaram por vários impasses devido a diferenças sobre questões comerciais, principalmente em temas sensíveis como a agricultura, bens industriais e serviços.

Em recente reunião realizada em Buenos Aires, representantes dos sul-americanos e dos europeus terminaram, mais uma vez, sem um acordo, anunciado novas negociações para setembro.

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