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20/07/2010 - 14h00

Frente Nacional de Resistência pede à OEA que se abstenha de reconhecer governo Lobo

ANSA
TEGUCIGALPA, 20 JUL (ANSA) - A Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP) de Honduras pediu hoje à Organização dos Estados Americanos (OEA) que se abstenha de reconhecer o presidente hondurenho, Porfirio Lobo, reiterando o fato de que este foi eleito em votações "ilegítimas", além de manter no poder a "estrutura golpista".

A FNRP emitiu nesta terça-feira um comunicado por ocasião da cúpula extraordinária de presidentes da América Central em andamento hoje em El Salvador, que terá como objetivo principal analisar a reintegração de Honduras à OEA.

Neste encontro, também será anunciado um informe do secretário-geral da organização, José Miguel Insulza, sobre a situação no território hondurenho sob o governo de Lobo, eleito sob o regime de facto e que tomou posse em 27 de janeiro passado.

A OEA decidiu suspender o país centro-americano de seus membros dias após o golpe de Estado que retirou do poder o então presidente constitucional, Manuel Zelaya, em 28 de junho de 2009.

"A FNRP não reconheceu o regime de facto de Porfirio Lobo Sosa em concordância com os atos graves que persistem desde o dia 28 de junho de 2009", apontou o comunicado da Frente Nacional de Resistência.

A entidade hondurenha, constituída por organizações operárias, camponeses, indígenas, estudantis e intelectuais, considerou que a "tarefa principal da Comissão da OEA, antes de fazer qualquer recomendação sobre o reconhecimento legal do Estado hondurenho, é acompanhar o fim da estrutura golpista".

Uma das condições impostas pela OEA à reincorporação do país entre seus associados é o retorno de Zelaya, atualmente exilado na República Dominicana, à sua nação. Há alguns dias, Lobo ratificou que o ex-mandatário poderia voltar "quando quiser".

Na reunião desta terça-feira, espera-se a participação de representantes de todos os integrantes do Sistema de Integração Centro-Americano (Sica). Convocada pelo presidente de El Salvador, Mauricio Funes, o encontro tem ainda o objetivo de analisar temas relacionados à segurança, à política social, a questões locais e à integração econômica regional.

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