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23/07/2010 - 19h46

Versões contraditórias de acordo entre Uruguai e Argentina circulam na imprensa

ANSA
MONTEVIDÉU, 23 JUL (ANSA) - Uruguai e Argentina continuavam hoje trabalhando para chegar a um acordo em relação ao monitoramento do Rio Uruguai, em meio a versões desencontradas que foram veiculadas na imprensa de ambos os países.

"Não há comentários oficiais do governo uruguaio", disse à ANSA uma fonte de Montevidéu, referindo-se às negociações iniciadas após a determinação da Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia, relacionada à instalação de uma fábrica de pasta de celulose no lado uruguaio da fronteira.

Os magistrados do tribunal analisaram nos últimos anos e se pronunciaram recentemente em favor da demanda argentina, de que o Uruguai teria violado o tratado bilateral que rege a administração da região fronteiriça, além de solicitarem que as duas nações administrassem conjuntamente a área, por meio da Comissão Administrado da bacia do Rio Uruguai (Caru).

O vice-chanceler uruguaio, Roberto Conde, antecipou mais cedo que o acordo já havia sido "fechado". Por outro lado, o chanceler Héctor Timerman, do governo argentino, afirmou que a administração de Cristina Kirchner "desconhecia" tal versão.

Contudo, em sua página no microblog Twitter, Timerman confirmou que foi decidido "realizar o controle científico de todos os estabelecimentos industriais e agrícolas que estejam em ambas as margens do Rio Uruguai".

O chanceler argentino explicou ainda que o parecer do tribunal internacional "ordena monitorar" apenas a região da fábrica, mas que a "Argentina oferece estender o mesmo controle em todo o rio".

A instalação da indústria causou um dos mais graves conflitos diplomáticos entre as duas nações, o que fez com que a Argentina apresentasse a demanda à corte de Haia.

Há mais de quatro anos, moradores e ativistas bloqueavam a ponte General San Martín, que liga a localidade uruguaia à Gualeguaychú. O bloqueio foi levantado há um mês para que as partes pudessem chegar a uma solução. Cogitava-se, inclusive, que o Brasil participasse desse controle.

Estima-se que os dois presidentes, Cristina e o uruguaio José Mujica, assinem tal acordo em agosto, durante a reunião do Mercosul, marcada para os próximos dias 2 e 3 agosto na cidade argentina de San Juan.

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