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24/07/2010 - 17h55

Chávez denuncia plano de EUA e Colômbia para derrubá-lo

ANSA
CARACAS, 24 JUL (ANSA) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, denunciou hoje um plano dos Estados Unidos e da Colômbia para derrubar seu governo e assassiná-lo, sendo parte de sua preparação as denúncias de Bogotá sobre a presença de guerrilheiros em território vizinho.

O mandatário declarou que recebeu na noite de ontem "uma carta de alguém que anda lá pela América do Norte" e que lhe avisou sobre "acontecimentos que estão para ocorrer" no país.

"A operação militar segue. Vejo que estão acelerando os tempos", advertiu a missiva lida por Chávez em um ato em comemoração ao 227º aniversário do nascimento do heroi nacional Simón Bolívar.

Segundo a denúncia, o plano teria como objetivo o "assassinato" ou "sequestro" do presidente. "Tudo está estudado, a fase de preparação da comunidade internacional com a ajuda da Colômbia está em plena execução e o de quinta-feira na OEA é parte do plano", leu ele.

O mandatário aludiu às evidências encaminhadas por representantes do governo de Álvaro Uribe na sessão extraordinária da Organização dos Estados Americanos, que comprovariam a presença de integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) em território venezuelano, sob tolerância das autoridades locais.

As denúncias foram descartadas pela nação vizinha, e Chávez reportou ter se sentido "obrigado" a romper relações bilaterais, iniciando uma crise regional entre países já envolvidos em tensões desde julho de 2009, quando os vínculos diplomáticos foram "congelados".

Conforme o documento enviado dos Estados Unidos, as forças colombianas "se encarregarão da fronteira, mas não têm intenção nem maior capacidade para conduzir operações militares dentro do território" vizinho, já que "isso farão os do norte".

A carta assinalou ainda que os agressores "não querem entrar em Caracas, não se atrevem a entrar", mas que "estão caçando Mauricio", nome que seria usado para se referir a Chávez, "sobretudo fora" da capital venezuelana.

O presidente declarou que "desta forma faço pública" a missiva, "assim como o governo colombiano utiliza a mentira precisamente para, como diz este documento, preparar e criar condições com a comunidade internacional".

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