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25/07/2010 - 18h16

Chanceler venezuelano diz que retomada de laços depende de retificação de Santos

ANSA
CARACAS, 25 JUL (ANSA) - O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou hoje que espera uma retificação do presidente eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, para retomar as relações bilaterais, rompidas nesta quinta-feira pelo mandatário Hugo Chávez.

"Esperamos uma grande retificação do próximo governo. Se há respeito, haverá coexistência, convivência e cooperação", assinalou Maduro, três dias depois de Bogotá ter acusado o país vizinho de "tolerar" a presença de guerrilheiros diante da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Segundo a rádio RCN, o ministro das Relações Exteriores falou durante um pronunciamento em San Antonio del Táchira, na região de fronteira, durante o qual afirmou ainda que "só o governo dos Estados Unidos deu veracidade" às denúncias feitas por representantes de Álvaro Uribe.

A Venezuela quer construir com o governo que chegar, "oxalá seja o que está vindo", relações de respeito e cooperação verdadeira, para "que trabalhemos juntos por cima das diferenças ideológicas a favor de nossos povos", apontou ele.

"Estamos prontos para trabalhar em função da união para superar as diferenças sobre as bases do respeito, e que cessem as ameaças e as falsas acusações", continuou o chanceler, de acordo com informações da imprensa local.

Em outra manifestação, em Guajira, o vice-presidente venezuelano, Elías Jaua, disse que a linha que separa ambos países é "imaginária" e que "não há fronteiras entre povos irmãos que foram unidos para sempre por Simón Bolívar", em um ato com a participação de colombianos e venezuelanos e a execução dos hinos das duas nações.

Jaua comentou ainda que o governo de Hugo Chávez quer a paz para o país vizinho, "porque é um povo irmão e porque precisa dela, a merece por ser um povo trabalhador", conforme reportou a rádio Caracol.

Apesar disso, o vice-mandatário enfatizou que não se pode permitir que um "governo desonesto como o de Álvaro Uribe, um delinquente como o embaixador [colombiano] na OEA [Luis Alfonso Hoyos] venha a ofender a dignidade do povo da Venezuela".

Ele classificou as denúncias feitas por Hoyos diante do organismo regional como "infâmia" e "mentira", e ressaltou que não foi seu país que buscou o conflito, já que estava "abrindo canais para restabelecer os níves de relações normais e diplomáticas".

Jaua ainda falou em uma "agressão covarde, falsa e miserável" e garantiu que a Venezuela não vai se deixar "desrespeitar".

Ainda hoje, o presidente Hugo Chávez cancelou uma viagem que faria a Cuba por temer que seu país possa ser atacado pela Colômbia, sendo que a possibilidade de ocorrer uma agressão armada "tem uma probabilidade como nunca teve nestes anos, diria que em 100 anos".

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