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26/07/2010 - 19h52

Equador acredita que reunião da Unasul ajudará a resolver crise Colômbia-Venezuela

ANSA
QUITO, 26 JUL (ANSA) - O governo equatoriano espera que a reunião extraordinária de chanceleres da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que ocorrerá na quinta-feira, ajude a "abrir uma porta para a solução do conflito" entre Venezuela e Colômbia, disse hoje o vice-chanceler Kintto Lucas.

"Confiamos nisso, levando em conta que, mesmo com as diferenças políticas e ideológicas, a Unasul tem sido um âmbito de encontro dos distintos governos e países da América do Sul", disse Lucas à agência local Andes.

De acordo com a Chancelaria equatoriana, já confirmaram presença o ministro das Relações Exteriores de Venezuela, Nicolás Maduro, e representantes de Brasil, Argentina, Uruguai, Equador, Paraguai e Peru, além do secretário-geral da organização, Néstor Kirchner.

Em suas declarações, o vice-chanceler insistiu na postura de seu país em relação ao secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, que "não esteve à altura e não colocou toda a sua força política, ou talvez não a tenha, justamente para buscar uma solução" ao conflito.

A esta situação "se soma a triste história que teve a OEA com a América do Sul desde a sua fundação", completou.

A reunião, que ocorrerá em Quito, será iniciada às 15h locais (17h no horário de Brasília), sob o comando do chanceler equatoriano, Ricardo Patiño.

O presidente desse país, Rafael Correa, no exercício da presidência rotativa da Unasul, anunciou na sexta-feira o encontro, com o objetivo de "fortalecer o diálogo e a paz na região".

A sessão foi solicitada pelo venezuelano Hugo Chávez, logo após o anúncio do rompimento dos laços diplomáticos com a Colômbia, decisão tomada por ele em resposta à acusação de que seu país acolhia guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN).

Hoje, Kirchner -- que tenta mediar a crise entre Bogotá e Caracas junto a Correa -- se reunirá com o mandatário eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos. Nos próximos dias, o ex-chefe de Governo argentino se encontrará com Chávez e, depois, com o atual líder colombiano, Álvaro Uribe.

Uma das expectativas é que Santos, que assumirá o poder em 7 de agosto, adote uma posição mais amena e conciliadora com o governo de Chávez.

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