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30/07/2010 - 16h36

Para movimento chileno, Argentina deu exemplo à América Latina ao permitir união gay

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 30 JUL (ANSA) - O Movimento de Integração e Liberação Homossexual do Chile (Movilh) afirmou hoje, após o anúncio do primeiro casamento gay na Argentina, que esse país "deu um sinal ao mundo, em especial à América Latina, de respeito integral aos direitos humanos".

A entidade considerou que a aprovação da união igualitária, que não se restringe ao matrimônio entre heterossexuais, demonstra "respeito" aos direitos de "todas as pessoas, sem discriminação de nenhum tipo, o que nos deixa feliz".

Nesta sexta-feira foi celebrada a primeira união civil entre pessoas do mesmo sexo. A cerimônia entre o arquiteto José Luis David Navarro, de 54 anos, e o funcionário público aposentado Miguel Angel Calefato, 65, ocorreu na cidade de Frías, na província de Santiago del Estero.

A Argentina foi um exemplo para todos os países e governos de "laicidade e respeito à diversidade", explicou o grupo, sustentando que o "tempo mostrará, como ocorreu em outros países, que as sociedades com este tipo de mudança podem vivem em maior harmonia e paz".

O movimento homossexual também fez referência à união de Giorgio Nocentino, 44, e Jaime Zapata, 52, casal chileno residente na Argentina que deverá se casar em breve. Isso "demonstra a necessidade humana de formalizar o amor, ainda que não tenha validade legal no Chile".

Em Santiago, os ativistas já iniciaram a elaboração de um projeto de lei semelhante. "Esperamos conseguir um respaldo transversal do maior número de partidos possível", informaram.

No Brasil, casais homossexuais já planejam viajar à Argentina para contrair o matrimônio, segundo a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT).

A lei aprovada na Argentina -- a primeira da América Latina do gênero -- altera o Código Civil e substitui a denominação "marido e mulher" por "contraentes", além de conceder aos casais homossexuais os mesmos direitos dos heterossexuais, como adoção de crianças e direito à herança.

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