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01/08/2010 - 18h25

Chanceler argentino afirma que acordo com Uruguai sobre rio foi 'êxito'

ANSA
BUENOS AIRES, 1 AGO (ANSA) - O chanceler argentino, Héctor Timerman, declarou hoje que explicará aos cidadãos de seu país que protestaram durante mais de três anos contra uma fábrica localizada na margem uruguaia do Rio Uruguai que o acordo firmado com o governo vizinho foi "um êxito".

"Não estamos falando de nacionalismos, mas de proteção do meio ambiente", declarou o ministro de Relações Exteriores, aludindo às negociações entre a presidente Cristina Kirchner e seu homólogo José Mujica sobre o controle conjunto da região da fronteira.

O monitoramento ambiental compartilhado foi recomendado pela Corte Internacional de Justiça, em Haia, que julgou uma demanda encaminhada pela Argentina em 2006 sobre a instalação de uma indústria de pasta de celulose no outro lado do Rio Uruguai, na localidade de Fray Bentos.

Em abril, ao comunicar sua sentença, o tribunal admitiu o desrespeito da parte do governo uruguaio do Tratado do Rio Uruguai, com a autorização unilateral para a construção da fábrica, mas negou que o empreendimento poluísse o limite natural, como alegavam os argentinos.

À espera do resultado das discussões entre ambas partes após a decisão de Haia, moradores de Gualeguaychú, que faz fronteira com Fray Bentos, levantaram o bloqueio que mantinham há cerca de quatro anos sobre a ponte General San Martín. A suspensão do protesto por um prazo de 60 dias visava que as duas nações pudessem negociar.

A reunião entre Mujica e Cristina, na qual foi discutido o controle ambiental compartilhado do rio, foi realizada na última quarta-feira em Buenos Aires.

Timerman assegurou que no próximo encontro que terá com os ambientalistas de Gualeguaychú explicará "claramente porque considero que isto é um êxito, que não estamos falando de nacionalismos, mas da proteção ao meio ambiente".

Segundo informou a imprensa local, o chanceler garantiu acreditar que foi alcançado "um acordo mais importante" com o Uruguai e que ficou claro que aos dois governos "importa a proteção" da natureza.

"Sobretudo, e nisso creio que haja alguma organização ecologista que se oponha, ambos países se comprometeram a controlar o meio ambiente de todo o Rio Uruguai", completou.

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