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01/08/2010 - 08h48

Papa celebra entrada em vigor de Convenção da ONU sobre Bombas de Fragmentação

ANSA
CASTEL GANDOLFO, 1 AGO (ANSA) - O papa Bento XVI expressou hoje seu total apoio e aplauso à entrada em vigor da Convenção das Nações Unidas sobre Bombas de Fragmentação, e chamou os países do mundo a aderir ao tratado que conta com a assinatura de 107 países até agora.

O Pontífice declarou que esta forma de munição "provoca danos inaceitáveis aos civis", ao se dirigir aos peregrinos reunidos na residência papal de Castel Gandolfo, onde ele passa férias, para assistir ao Angelus do domingo.

"Meu primeiro pensamento vai às numerosas vítimas que sofreram e continuam a sofrer graves danos físicos e morais, até a perda da vida, por causa desses armamentos insidiosos, cuja presença frequentemente traz obstáculos por muito tempo à retomada das atividades cotidianas de comunidades inteiras", apontou ele.

"Com a entrada em vigor da nova convenção, à qual exorto todos os Estados a aderirem, a comunidade internacional demonstrou sabedoria, previsão e capacidade de buscar um resultado significativo no campo do desarmamento e do direito humanitário internacional", comentou o Papa.

"O meu desejo e encorajamento é de que se continue sempre com maior força nesta estrada, pela defesa da dignidade e da vida humana, pela promoção do desenvolvimento humano integral, pelo estabelecimento de uma ordem internacional pacífica e pela realização do bem comum de todas as pessoas e de todos os povos", continuou Bento XVI.

A Convenção das Nações Unidas sobre Bombas de Fragmentação -- que proíbe o uso, a produção, a transferência e o acúmulo destes armamentos, os quais lançam diversos fragmentos explosivos quando são acionados -- já foi ratificada por 37 países, além de ter sido firmada por 107 Estados.

Em um comunicado, a Santa Sé recordou ter sido uma das promotoras da iniciativa, lançada em Dublin em 2008, e aberta às assinaturas em Oslo a partir de dezembro de 2009.

O Vaticano esteve entre os primeiros a aderir, "na convicção de que a lógica da paz é mais forte que a da guerra, a qual, em todos os casos, deve ter como limite insuperável a proteção e a tutela da população civil, e em particular das pessoas mais vulneráveis", afirmou a nota.

Ainda no Angelus deste domingo, Bento XVI usou o Evangelho para ressaltar que riqueza, poder e força física passam, e que é errado estabelecer a própria vida sobre bens materiais, mas sim sobre a sabedoria e a fé em Deus, que vão além da morte.

Lembrando a parábola do homem rico e do pobre Lázaro, o Pontífice disse que "o homem insensato na Bíblia é aquele que não quer se dar conta, da experiência das coisas visíveis, que nada dura para sempre, mas tudo passa: tanto a juventude como a força física, as comodidades assim como os papeis de poder".

"Fazer depender a própria vida da realidade tão passageira é, portanto, tolice. O homem que confia no senhor, ao contrário, não teme as adversidades da vida, nem mesmo a realidade incontornável da morte: é o homem que adquiriu um 'coração sábio', como os santos", completou o Papa.

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