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02/08/2010 - 15h00

Chanceler venezuelano faz elogios a atuação da Unasul na crise com a Colômbia

ANSA
SAN JUAN, 2 AGO (ANSA) - O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, elogiou hoje a atuação da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) na questão do conflito com a Colômbia e disse que seu país "é uma vítima da violência" da nação vizinha.

Maduro, assim como os chanceleres de Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai, encontra-se em San Juan, na Argentina, para a 39ª reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC) do Mercosul, bloco ao qual a Venezuela encaminha-se para ser um membro pleno.

Em declarações no encontro, ele agradeceu a menção do conflito com a Colômbia por parte de seu par paraguaio, Héctor Lacognata, recordando que a questão "foi tratada pela Unasul", em encontro na última semana. Para ele, a reunião dos chanceleres em Quito, no Equador, "foi um passo positivo".

Em seu pronunciamento de hoje, Lacognata abordou o tema da crise diplomática e defendeu que o Mercosul "pode e deve" fortalecer os canais de diálogo para que as relações possam "o mais brevemente possível serem normalizadas".

O governo venezuelano rompeu relações diplomáticas com o colombiano após ser acusado de abrigar guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) em seu território.

O conflito motivou a reunião entre chanceleres da Unasul na quinta-feira passada. Contudo, o encontro terminou sem um consenso e determinou um outro encontro, entre os líderes dos países do bloco, para resolver a questão. Os presidentes se reunirão somente depois da posse do mandatário eleito da Colômbia, Juan Manuel Santos, que ocorrerá neste sábado.

"A Venezuela é uma vítima da violência na Colômbia. Temos quatro milhões de colombianos em nosso território pela violência em seu país, e no último ano foram 600 mil que fugiram dessa violência", continuou o chanceler em seu discurso.

"Sofremos agora com os fenômenos do paramilitarismo derivados desta guerra muito grave. Entraram 200 [paramilitares] na Venezuela em 2004 para assassinar o presidente Hugo Chávez e foram capturados, e somos vítimas dos grupos de narcotráfico que nos levaram a triplicar os investimentos militares na fronteira em comum", denunciou Maduro.

Ele voltou ainda a ressaltar a necessidade de "um plano de paz para a Colômbia na Unasul" com apoio "do governo que entra e da Igreja católica neste país".

Ainda em sua declaração, Maduro reiterou o pedido ao Parlamento paraguaio pela ratificação da adesão da Venezuela ao Mercosul. A matéria está pendente devido à oposição dos setores conservadores. Os congressos dos outros países-membros já aprovaram a incorporação plena.

A 39ª Reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC) do Mercosul, realizada hoje, antecede a cúpula de presidentes dos países-membros do Mercosul e Estados associados, prevista para a terça-feira. Ao final do encontro de amanhã, também em San Juan, a Argentina transmitirá a presidência de turno do Mercosul para o Brasil, que a ocupará até dezembro de 2010.

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