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03/08/2010 - 19h16

Ex-aliado de Berlusconi, Gianfranco Fini nega ser 'um traidor'

ANSA
ROMA, 3 AGO (ANSA) - O presidente da Câmara dos Deputados da Itália, Gianfranco Fini, ex-aliado do premier Silvio Berlusconi, afirmou hoje ser, assim como seus partidários, "fiel" ao programa de governo, ressaltando a sua "lealdade ao Executivo".

"Não somos traidores", afirmou Fini, ao participar de um jantar oferecido à ala do partido governista Povo da Liberdade (PDL) que rompeu com Berlusconi após o conselho diretivo da legenda retirar o titular da Câmara da agremiação.

A decisão dos líderes do PDL foi anunciada na última semana e responderia a posturas de oposição tomadas por Fini e que estariam dificultando o andamento das ações que busca empreender o chefe de Governo italiano.

Durante o encontro, Fini, que criou ontem um novo grupo chamado Futuro e Liberdade para a Itália (FLI), disse que irá se abster da votação que será realizada amanhã no Legislativo sobre o caso de Giorgio Caliendo.

Caliendo, vice-ministro da Justiça, é suspeito de envolvimento em crimes relacionados a manipulações de decisões judiciais em troca de favores. Ele será submetido nesta quarta-feira -- a pedido da centro-esquerda -- ao voto de desconfiança dos legisladores.

Contudo, Fini -- que conta hoje com o apoio de dez senadores e 33 deputados -- declarou que estes poderiam votar contra a moção. A votação sobre Caliendo constituirá a primeira prova política de Berlusconi após a ruptura com o co-fundador do PDL.

Berlusconi criou o PDL em 2009 junto a Fini. Porém, os dois se distanciaram nos últimos meses e, na semana passada, em uma reunião, o partido decidiu afastar o titular da Câmara.

Com isso, o presidente do Conselho de Ministros poderá encontrar-se amanhã em uma encruzilhada, em meio à ameaça de não conseguir o apoio para continuar a governar e a hipótese, bastante discutida entre os políticos do país, de que seja solicitada a antecipação das eleições.

Especialistas apostam que suas opções para o caso de os parlamentares votarem contra Caliendo serão ou chamar às votações -- embora esta decisão seja definida pelo chefe de Estado, Giorgio Napolitano, segundo determina a Constituição italiana -- ou recuperar, de algum modo, as relações com o grupo de Fini.

Ontem o próprio premier cogitou antecipar as votações, isso porque se o respaldo ao vice-ministro de Berlusconi não for ratificado o governo já não contará mais com a maioria no Legislativo, o que dificultará ainda mais a sua administração.

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