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03/08/2010 - 16h20

Lula e Cristina Kirchner celebram resultado da Cúpula do Mercosul

ANSA
SAN JUAN, 3 AGO (ANSA) - Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Cristina Kirchner, da Argentina, ressaltaram hoje o resultado da 39ª Cúpula do Mercosul, que chegou a um acordo sobre o Código Aduaneiro do bloco, após anos de divergências em relação a este tema.

Os convênios firmados são uma resposta "formidável" a todos os que apontavam o fracasso do Mercosul, disse Lula, em coletiva de imprensa, reiterando o que já havia dito durante o encontro, realizado na localidade de San Juan, oeste da Argentina.

Segundo ele, a troca comercial crescente entre os países-membros do bloco -- formado ainda por Paraguai e Uruguai, além de Brasil e Argentina, e com a Venezuela em processo de incorporação -- é uma boa notícia tanto aos argentinos como aos brasileiros.

Após a reunião do Mercosul, Lula e Cristina tinham um encontro bilateral, previsto para as 14h (horário de Brasília) na Casa de Governo local. Contudo, a reunião acabou sendo realizada no Centro Cívico com um pouco de atraso, já que a cúpula do bloco comercial também foi iniciada depois do programado.

Na declaração final do encontro entre Lula, Cristina, o uruguaio José Mujica e o paraguaio Fernando Lugo, acompanhada também pelos mandatários de Chile, Sebastián Piñera, e Bolívia, Evo Morales, os membros do Mercosul e seus Estados associados definiram a América do Sul como uma zona de paz e cooperação, com respeito à soberania e à resolução de conflitos de forma "exclusivamente pacífica".

A Declaração de San Juan consta de 35 pontos e aponta, entre outros, o compromisso manifestado com uma eventual e gradual articulação, complementação e convergência das instituições e foros do Mercosul, da Comunidade Andina (CAN) e da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), "com o objetivo de fortalecer o processo de integração".

Também foi aprovado no encontro o Código Aduaneiro do bloco, que permitirá que a união aduaneira seja definitivamente formada, levando ao fim da cobrança dupla da Tarifa Externa Comum (TEC), tema que gerou muitas discordâncias entre os integrantes do grupo por pelo menos seis anos.

Hoje, o Brasil assumiu a presidência rotativa do bloco, cargo que ocupará até o mês de dezembro, com a proposta de resolver primeiro as questões dos países do bloco, ampliando as trocas entre as nações e, consequentemente, a integração.

Na reunião bilateral, ambos os mandatários firmaram uma série de acordos, entre eles um que aborda a soberania das Ilhas Malvinas, território britânico reivindicado pela Argentina.

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