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04/08/2010 - 16h21

Arcebispo mexicano lamenta falta de informação sobre combate ao narcotráfico

ANSA
CIDADE DO MÉXICO, 4 AGO (ANSA) - O arcebispo primaz do México, cardeal Norberto Rivera Carrera, disse hoje que no país se disseminou a "desesperança" porque, segundo ele, o governo de Felipe Calderón não dá informação adequada sobre a batalha empreendida contra o narcotráfico.

Carrera fez a crítica ao abrir a terceira rodada de discussões do fórum Diálogo pela Segurança, que ocorre desde segunda-feira. Hoje, com a presença da cúpula das igrejas do México, o arcebispo reclamou da falta de informação governamental.

Enquanto o governo "não informa o que consegue na luta contra o crime, a gente pensa que no lugar de se estar progredindo se dissemina a desesperança", declarou.

Mais cedo, no mesmo evento, Calderón chamou os religiosos a somarem-se à discussão e estarem perto das famílias, conhecendo seus problemas.

"Os convido a fazer uso de mecanismos de denúncia que o Governo Federal e os governos locais colocaram à disposição da cidadania" e "ao conhecer de perto o potencial destrutivo da criminalidade, as associações religiosas têm a capacidade de dirigir com maior precisão ações pelo bem de nosso país", disse o mandatário.

Calderón solicitou ainda a promoção da cultura da legalidade nas capelas, sinagogas e igrejas, e a difusão dos valores e princípios, além da promoção do respeito à lei e à reestruturação do tecido social.

Ele admitiu também que "sem melhores policiais, ministérios públicos e juízes, não se poderá avançar na estratégia nem garantir a segurança" dos mexicanos.

Ontem, no mesmo encontro, que ocorre no Campo Militar Marte, localizado no tradicional Bosque de Chapultepec na Cidade do México, Calderón aceitou que sua estratégia tem tido poucos resultados concretos, após ouvir que aumentou o número de vítimas da violência no país.

Quando tomou posse, em 2006, o chefe de Governo anunciou guerra ao narcotráfico e mobilizou as Forças Armadas para combater os cartéis de drogas. Desde então, segundo dados oficiais, atualizados na terça-feira, 28 mil pessoas morreram em decorrência do conflito.

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