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04/08/2010 - 13h39

Colômbia volta a repudiar pedido de extradição contra presidente eleito

ANSA
BOGOTÁ, 4 AGO (ANSA) - O ministro do Interior da Colômbia, Fabio Valencia, repudiou hoje o pedido de extradição do presidente eleito do país, Juan Manuel Santos, apresentado pela Justiça do Equador, que o acusa pela incursão militar ilegal que deixou 26 mortos em território equatoriano.

"A Chancelaria e o Governo colombiano foram muito claros: não se reconhece nenhuma jurisdição do juiz de Sucumbíos, por isso, não tem nenhuma relevância", afirmou Valencia, ao referir-se ao pedido reiterado ontem pela Corte Provincial de Sucumbíos, norte do país.

Na terça-feira, o juiz Daniel Méndez e o promotor Carlos Jiménez, ambos da província equatoriana, voltaram a abordar o tema, ratificando que ainda está em vigor a solicitação pelo envio de Santos.

Anteriormente, o governo colombiano já havia dito que não reconheceria a "jurisdição extraterritorial". Por meio de um comunicado do Ministério das Relações Exteriores, as autoridades diziam que iriam defender, "com os instrumentos que tiver a seu alcance, todos os funcionários e ex-funcionários colombianos".

O futuro presidente colombiano é acusado pela Justiça equatoriana de ser um dos "mentores" do bombardeio das tropas colombianas a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que matou ainda o então número dois da guerrilha, Raúl Reyes.

O ataque foi cometido em solo equatoriano em março de 2008, quando Santos atuava como ministro da Defesa. Contudo, para a Colômbia, a incursão tratava-se de uma ação de Estado, por isso, não cabem responsabilidades individuais de nenhum funcionário.

Santos assumirá o Executivo de seu país no sábado para o período de 2010 a 2014. Durante a campanha eleitoral colombiana, o então candidato -- que integra o Partido Social da Unidade Nacional, com respaldo do atual mandatário Álvaro Uribe -- chegou a declarar que se sentia orgulhoso de ter feito parte da ação.

A incursão colombiana levou ao rompimento das relações diplomáticas entre as duas nações. Uma aproximação foi iniciada apenas em 2009, quando Quito e Bogotá definiram e enviaram seus respectivos encarregados de negócios.

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