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04/08/2010 - 14h27

Deputados brigam em sessão da Câmara que terminou com vitória para Berlusconi

ANSA
ROMA, 4 AGO (ANSA) - Um deputado italiano favorável ao premier Silvio Berlusconi jogou a cédula usada pelos parlamentares para votar na face de outro legislador, durante a sessão que rechaçou um voto de desconfiança contra o vice-ministro de Justiça Giacomo Caliendo.

No momento em que o líder da Liga Norte na Casa, Marco Reguzzoni, falava sobre a moção contra o funcionário, Marco Martinelli, do governista Povo da Liberdade (PDL), atirou o objeto contra Aldo Di Biagio, partidário do presidente da Câmara, Gianfranco Fini.

Fini e Berlusconi romperam sua aliança na semana passada, quando o conselho diretivo do PDL retirou o deputado, um dos fundadores da agremiação, de seu quadro. A decisão foi motivada por posturas de oposição tomadas pelo político, que estariam dificultando o andamento das ações do primeiro-ministro.

Após a ruptura, Fini criou o Futuro e Liberdade para a Itália (FLI), com a adesão de dez senadores e 33 deputados, o que alteraria o equilíbrio entre Executivo e Legislativo, fazendo com que o governo perdesse sua maioria no Congresso.

A sessão de hoje, que discutia o voto de desconfiança contra Caliendo, representava uma prova de fogo para Berlusconi após o rompimento com Fini. Se ele perdesse seu apoio no Parlamento, entre as opções de caminhos a tomar a seguir estariam a antecipação das eleições ou a recuperação das relações com o grupo do presidente da Câmara.

A vitória governista chegou com 299 votos contra a moção de desconfiança e 229 a favor. As abstenções chegaram a 75, incluindo os dissidentes do PDL favoráveis ao titular da Casa.

O arremesso contra o rosto de Di Biagio ocorreu ao final de uma discussão entre ele e Martinelli. Os deputados, que estavam prestes a brigar, se dirigiram para a parte mais alta do plenário, a fim de sair por uma porta secundária, e várias pessoas tentaram separá-los.

Depois, Martinelli voltou ao local gritando e gesticulando. Outro partidário de Gianfranco Fini, Enzo Raisi, se aproximou para tentar acalmar os ânimos, mas não conseguiu.

Ao final, o próprio presidente da Câmara disse ao deputado do PDL que ficasse quieto ou deixasse a sala. O parlamentar optou por abandonar o local.

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