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04/08/2010 - 17h28

Dirigentes chilenos questionam depoimentos que ligam etnia mapuche às Farc

ANSA
SANTIAGO DO CHILE, 4 AGO (ANSA) - Um dirigente mapuche e o senador Alejandro Navarro, do Movimento Amplo Social (MAS), questionaram hoje a veracidade dos depoimentos de dois supostos ex-guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e dois supostos policiais colombianos que acusam os indígenas de cometerem "crimes terroristas".

O juiz regional da Araucanía, Francisco Ljubetic, afirmou suspeitar que alguns líderes indígenas da etnia mapuche receberam instruções militares em acampamentos das Farc. "Temos antecedentes de que várias das pessoas que se encontram formalizadas usaram precisamente a região fronteiriça de Rumichaca para transitar entre a Colômbia e o Equador", disse.

O porta-voz da comunidade mapuche autônoma Temucuicui, Jorge Huenchullán, à qual pertencem os acusados, afirmou que "o juiz não tem antecedentes para condenar aos nossos irmãos e vai justificar trazendo gente do estrangeiro para novamente mentir".

Segundo o senador, trata-se de "uma nova prova inverossímil e fraca, que fica marcada em uma estratégia para condenar os mapuches processados pela lei antiterrorista".

"A Colômbia é um país que recebeu intervenção dos Estados Unidos, sede de bases norte-americanas, com agentes, muito dinheiro distribuído para desativar a cidadania. Para as delações, mantém uma instituição servil", acrescentou.

As versões sobre a ligação entre mapuches e as Farc são frequentes no Chile, e recrudescem principalmente quando grupos indígenas redobram suas reivindicações por terras ancestrais.

Atualmente, há 58 mapuches presos, condenados pela Justiça local ou aguardando julgamento. Contudo, eles pedem, assim como organizações não-governamentais que atuam no país, o fim da aplicação da Lei Antiterrorista, imposta pela ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) e que é mantida e aplicada ainda hoje contra grupos indígenas, que se consideram "presos políticos".

De acordo com um advogado do grupo, a medida em vigor no país tem sido aplicada de forma inadequada contra quem é acusado de cometer crimes em consequência de "protesto social, por reivindicação por terras ou pelo exercício de direitos políticos".

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