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04/08/2010 - 11h52

Ministro italiano defende funcionário submetido a voto de confiança na Câmara

ANSA
ROMA, 4 AGO (ANSA) - O ministro de Justiça da Itália, Angelino Alfano, defendeu seu vice-titular, Giorgio Caliendo, ao comunicar "o convicto parecer contrário do governo" quanto à submissão do funcionário hoje a um voto de confiança da Câmara de Deputados, o que poderá definir o futuro do premier Silvio Berlusconi.

"Vocês estão errando", declarou ele referindo-se à oposição, já que o texto foi apresentado pelo Partido Democrata (PD) e pelo Itália dos Valores (IDV). "Com esta moção, estão colocando sob acusação não Caliendo, mas o governo", afirmou o ministro.

A votação de hoje constitui a primeira prova política de Berlusconi depois do rompimento com o presidente da Câmara, Gianfranco Fini, o qual foi retirado do partido governista Povo da Liberdade (PDL). A ruptura foi ocasionada por posturas de oposição tomadas por Fini, que estariam dificultando o andamento das ações que busca empreender o premier.

O titular da Câmara, então, criou o grupo parlamentar Futuro e Liberdade para a Itália (FLI), com dez senadores e 33 deputados. O que está em jogo hoje é o apoio do Congresso ao governo, que se for perdido pode ocasionar a antecipação das eleições.

Especialistas apostam que caso os parlamentares votem contra Caliendo, evidenciando a falta de maioria no Legislativo, as opções serão chamar ao pleito -- embora esta decisão seja tomada pelo presidente, Giorgio Napolitano, segundo determina a Constituição -- ou recuperar, de algum modo, as relações com o grupo de Fini.

"Estão pedindo a demissão de uma pessoa que é somente inscrita no registro de investigados", ressaltou Alfano durante a sessão, aludindo à acusação contra Caliendo, suspeito de envolvimento em crimes relacionados a manipulações de decisões judiciais em troca de favores.

"Giacomo Caliendo não tem o direito de ser condenado com base em uma investigação que está se revelando fraca e em uma moção instrumental", comentou o ministro da Justiça em seu discurso aos parlamentares.

"Estamos aqui para defender um princípio, aquele da não culpabilidade", continuou ele, afirmando que "sobre princípios não se pode abster. Se abstém sobre leis, se abstém sobre medidas, mas não se abstém sobre princípios", completou ele, em referência ao anúncio feito ontem por Fini de que não se pronunciaria sobre o caso, assim como outros partidos.

"O voto de hoje é extremamente importante. Sobretudo para quem proclama ideais reformistas", apontou Alfano. "Ficará no currículo de cada um de vocês. E todos, antes ou depois, deverão encarar esta moção e o voto dado", completou ele.

Mais cedo, o chanceler italiano, Franco Frattini, havia afirmado que um voto de confiança contrário "seria um fato politicamente grave".

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