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05/08/2010 - 14h02

(Amplia) FMI elogia políticas de Lula e sugere manutenção de expectativas sobre inflação

ANSA
WASHINGTON, 5 AGO (ANSA) - O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou hoje a conclusão de uma nova revisão da marcha da economia do Brasil com elogios às políticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a sugestão de manter as expectativas sobre a inflação "bem ancoradas".

"O Brasil se recuperou da crise global antes e mais rápido do que a maioria das outras economias e já registrou um ano completo de forte crescimento", assinalou o fundo, em um comunicado que resumiu as conclusões da mesa diretiva.

O FMI recordou ainda que a economia do país registrou contração de 4,8% no último trimestre de 2008 e no primeiro de 2009, mas agora cresceu cerca de 8,9%, analisado nos últimos quatro trimestres.

O fundo deu as "boas-vindas à rápida recuperação da economia brasileira no último ano, o que reflete um animado crescimento no investimento doméstico, um consumo residente e uma demanda de exportações de commodities mais forte do que se esperava".

"Este desempenho notável esteve apoiado pelo robusto marco de políticas das autoridades, baseado na responsabilidade fiscal, flexibilidade na taxa de câmbio e um objetivo inflacionário crível", continuou o FMI na nota difundida pela sede do organismo, em Washington.

Por outro lado, a mesa diretiva expressou satisfação pelo "compromisso" da equipe econômica do governo ao desacelerar o ritmo do estímulo fiscal posto em marcha para paliar as consequências da crise e apontar a uma concretização do objetivo mais alto do superávit primário "sem recorrer ao uso de ajustes".

"Os diretores estiveram de acordo que a política monetária deveria permanecer focada em manter as expectativas inflacionárias bem ancoradas", indicou o órgão sobre suas conclusões -- com base no Artigo IV dos estatutos da entidade, que prevê consultas anuais aos países-membros, e a preparação de um informe relacionado a uma missão com a consulta a estatísticas oficiais.

O comunicado assinalou que os dirigentes do FMI "consideram que o regime flexível de câmbio serviu bem ao Brasil", mas, ao mesmo tempo, "tomaram nota" da avaliação dos membros da missão a Brasília, segundo os quais "a taxa de câmbio efetiva parece estar superavaliada".

Finalmente, a mesa diretiva disse "endossar" a "estratégia de desenvolvimento" do governo de Lula, "com uma ênfase no aumento do investimento, tanto público quanto privado, para o médio prazo, especialmente nos projetos de infraestrutura".

As autoridades do FMI observaram "que alcançar o potencial total do Brasil vai requerer uma implementação vigorosa de reformas estruturais com objetivos claros, para melhorar a produtividade e a competitividade, acompanhada de medidas para incrementar a poupança doméstica, incluindo reformas do setor do gasto público e dos sistemas de segurança social e aposentadorias".

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