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05/08/2010 - 14h27

México anuncia prisão de membros de grupo que sequestrou jornalistas

ANSA
CIDADE DO MÉXICO, 5 AGO (ANSA) - O Ministério de Segurança Pública do México anunciou hoje a prisão de três integrantes de um grupo que sequestrou quatro jornalistas no final do mês passado na cidade de Torreón, estado de Coahuila, norte do país.

Os detidos foram identificados como Jesús Antonio Villa Nevarez, Gilberto Cervantes Pinto, chamado de "El Gil", e Óscar Manuel Gutiérrez Gómez. Todos eles fazem parte do Cartel do Pacífico, segundo as fontes oficiais.

O motivo do sequestro dos quatro profissionais -- que já foram todos libertados -- foi a exigência para que os veículos que os empregavam difundissem vídeos que denunciariam a corrupção de autoridades locais.

O comissário da Polícia Federal, Facundo Rosas, informou que foram recolhidos junto aos três homens um microfone de um dos repórteres, uma câmera, telefones celulares, um veículo, três motocicletas, três armas de fogo, um par de algemas e documentos da Justiça.

A célula do Cartel do Pacífico mantém uma sangrenta rivalidade com o grupo conhecido como Los Zetas na região da Comarca Lagunera, nos limites entre os estados de Durango e Cahuila.

Os jornalistas foram sequestrados quando voltavam da cobertura de uma rebelião em uma prisão, a qual ocorria em protesto contra a detenção da diretora do local, acusada de libertar internos durante a noite para que cometessem crimes -- como o assassinato de 18 pessoas em uma festa em Torreón no dia 18 de julho.

Os repórteres foram interceptados no trajeto de volta às redações, às quais ligaram posteriormente para comunicar que tinham sido tomados como reféns. Os vídeos que os criminosos pretendiam difundir na imprensa estavam disponíveis na internet e se refeririam à corrupção das autoridades da própria cadeia.

O México enfrenta uma intensa onda de violência desde dezembro de 2006, quando o presidente Felipe Calderón assumiu o governo e militarizou a luta contra o narcotráfico. Pelo menos 28 mil pessoas foram assassinadas deste então, segundo dados oficiais.

Organizações internacionais denunciam que o país é um dos locais mais perigosos para profissionais da imprensa. Conforme o Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), nos últimos três anos e meio mais de 30 repórteres morreram ou desapareceram.

Nesta quarta-feira, a Comissão Estatal de Direitos Humanos (CEDH) de Chihuahua, na fronteira com os Estados Unidos, anunciou um "protocolo de segurança" para proteger os jornalistas durante seu trabalho. Entre as recomendações estão sugestões para que repórteres que cubram fatos vinculados ao narcotráfico usem coletes à prova de bala e, se possível, capacetes.

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