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06/08/2010 - 09h21

Bolívia comemora aniversário de independência em meio a protestos

ANSA
LA PAZ, 6 AGO (ANSA) - A Bolívia comemora hoje seu 185º aniversário em meio a protestos em regiões nas quais o presidente Evo Morales teve quase 80% dos votos quando foi reeleito há sete meses, a fim de conduzir um processo de mudança política, econômica e cultural que enfrenta múltiplas resistências.

Algumas das manifestações não são reclamações diretas contra o governo nacional, ainda que seja exigida sua atuação para superar os conflitos.

O ato central das comemorações da independência será uma reunião da Assembleia Legislativa Plurinacional, em Santa Cruz, cujas autoridades ratificaram seu rechaço a içar a Whipala, bandeira multicolorida indígena que a nova Constituição institui como símbolo pátrio.

O município e o comitê cívico, que reúne contrários a Morales, instruíram pelo contrário que fosse hasteada junto ao pavilhão nacional somente a verde e branca do departamento -- reduto da oposição ao presidente -- , porque "arriar uma bandeira significa rendição".

Há protestos também em Sucre, capital legal do país, devido à transferência a Santa Cruz do ato central do aniversário. A iniciativa era tradicionalmente realizada na Casa da Liberdade, neste município, local onde em 6 de agosto de 1825 foi assinada a ata de fundação da Bolívia.

Além disso, Potosí, 550 quilômetros a sul de La Paz, ainda enfrenta protestos por reivindicações regionais apoiadas pelo governador, Félix González, do Movimento ao Socialismo (MAS), o mesmo partido de Morales.

"São os irmãos ministros os que não estão contribuindo de maneira concreta nesse processo", declarou ele recentemente, enquanto os organizadores pedem a presença do mandatário para dialogar.

Os moradores reivindicam 180 hectares da área da divisa com o departamento de Oruro, que também acredita que tal território pertence à sua jurisdição. O ponto em disputa está entre as localidades de Coroma (Potosí) e Quillacas (Oruro), região conhecida por sua riqueza em recursos naturais.

Apesar de ser motivo de discussão há décadas, o conflito ampliou-se nos últimos dias. Segundo a imprensa local, há risco de agressão, registros de saques e roubos, e invasões a estabelecimentos públicos e privados. Os manifestantes mantêm a cidade -- à qual só é possível chegar por estrada -- incomunicável há uma semana, com o bloqueio dos acessos.

Já em La Paz, comerciantes interromperam ontem seus protestos, que já duravam dois dias, para planejar "novas estratégias de luta", segundo eles, contra uma lei que endurece a pena a contrabandistas.

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