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07/08/2010 - 14h35

Calderón se oferece para ajudar a solucionar crise entre Venezuela e Colômbia

ANSA
BOGOTÁ, 7 AGO (ANSA) - O presidente mexicano, Felipe Calderón, que acompanhará hoje a cerimônia de posse de Juan Manuel Santos na Colômbia, afirmou que seu país quer contribuir pela "reconciliação" entre os colombianos e os venezuelanos.

Calderón, que está em Bogotá, disse à imprensa local que "não é possível que dois países irmãos, que compartilham uma história", possam "chegar a ameaçar-se, possam romper as relações, romper o comércio".

"O México quer contribuir, se assim for solicitado, se assim se necessitar em busca da paz e da reconciliação entre os povos", continuou.

A crise entre Venezuela e Colômbia se intensificou após o rompimento dos laços diplomáticos anunciado em 22 de julho, no dia em que o venezuelano Hugo Chávez foi acusado de tolerar a presença de guerrilheiros colombianos em seu território.

Em declarações à Rádio Caracol, Calderón também cumprimentou o governo de Álvaro Uribe pelos "êxitos" na luta contra o narcotráfico. "O presidente Álvaro Uribe, o presidente Juan Manuel Santos, o vice-presidente, Francisco Santos, e muitos outros amigos me contaram a experiência deste país".

Calderón recordou ainda que "o ponto não é quais países estão mais ou menos afetados pelo narcotráfico, mas sim quais estão unidos em todos os setores para combater esse fenômeno". "A Colômbia decidiu enfrentar o crime, de todos os setores, começou-se a vencer a batalha", ressaltou.

"Apenas na medida em que se enfrenta com toda a força do Estado, com firmeza, sem importar o partido ou o setor ao qual pertence, o fenômeno do narcotráfico, começa a vencer-se a batalha", complementou.

Sobre o combate ao tráfico de drogas no México, um dos países mais afetados pelos conflitos com o narcotráfico, Calderón afirmou estar "apostando em falar com os grêmios, com a academia e com os setores políticos. Esta não é uma política minha, mas do país. Todos somos afetados e se trabalhamos unidos podemos superar o problema".

Questionado a respeito da legalização das drogas em sua nação, tema discutido nos últimos dias após o número de mortos em decorrência desse conflito superar os 28 mil, Calderón disse não estar de acordo, pois, "se não há uma política generalizada de legalização do consumo em todo o mundo e mais dos Estados Unidos, que é referente para o mercado do planeta, não vai ter um verdadeiro impacto sobre o tema".

Nos últimos dias, contudo, ele admitiu as falhas de sua estratégia que, em três anos e meio, deixou mais de 28.000 vítimas fatais. Quando chegou ao poder, em dezembro de 2006, Felipe Calderón iniciou uma ofensiva contra os cartéis com o envio de 100 mil efetivos às zonas consideradas de domínio dos narcotraficantes.

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