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08/08/2010 - 14h29

Piñera diz apoiar presença de militares dos EUA na Colômbia

ANSA
BOGOTÁ, 8 AGO (ANSA) - O presidente chileno, Sebastián Piñera, antes de retornar da viagem empreendida ontem à Colômbia, afirmou apoiar a presença de militares norte-americanos em bases colombianas, diferentemente de outros líderes da região.

"Esse é um acordo entre países livres e soberanos", com "um propósito que eu considero nobre, que é unir forças para lutar contra o narcotráfico e o terrorismo", declarou o mandatário, ao ser questionado sobre o acordo militar firmado em 2009 e que permite o envio de cerca de 1.400 efetivos dos Estados Unidos à nação andina.

Tal tratado foi no último ano motivo de divergências entre os chefes de Governo sul-americanos e Bogotá. Na época, os líderes da região demonstraram preocupação com o tipo de cooperação da Casa Branca e a possível interferência nos assuntos da região.

Em entrevista ao jornal El Tiempo, Piñera também falou sobre a crise entre Bogotá e Caracas, após a ruptura dos laços diplomáticos anunciada pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, que foi acusado de proteger supostos guerrilheiros em seu território.

"A Colômbia afirma que grupos insurgentes terroristas narcotraficantes colombianos cruzam a fronteira com a Venezuela e encontram asilo ou um paraíso. A Venezuela diz o contrário", o "importante" é que os "dois países cheguem a um acordo de que isso não deve ocorrer", opinou o chileno, propondo a criação de uma "declaração de boas intenções e um mecanismo eficiente de certificação".

Sobre o futuro das relações com o governo colombiano, Piñera ressaltou que há "três eixos: a história, os princípios e o futuro. Por exemplo, o Chile apoia a intenção colombiana de incorporar-se à Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), e dali se projetar para o mundo do futuro".

Ontem, o chefe de Estado chileno participaria da cerimônia de posse do presidente colombiano, Juan Manuel Santos. Contudo, ele precisou antecipar seu retorno ao seu país para acompanhar a situação dos 34 trabalhadores de uma mina de cobre que permaneciam há dias presos no local.

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