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09/08/2010 - 16h55

Ex-presidente mexicano se diz a favor de legalização das drogas

ANSA
CIDADE DO MÉXICO, 9 AGO (ANSA) - O ex-presidente do México Vicente Fox, do Partido Ação Nacional (PAN, governista), pronunciou-se hoje a favor da legalização da produção, distribuição e venda de drogas no México, como estratégia para "romper a estrutura econômica das máfias".

O pronunciamento foi feito no blog do ex-chefe de Governo, publicado pelo Centro Fox. O ex-mandatário ainda propôs que o Exército retorne "em breve" aos seus quartéis e defendeu a criação da polícia nacional única, assim como a eleição direta de chefes e outras autoridades policiais.

Fox disse que o custo da luta contra o crime organizado, particularmente contra o narcotráfico, "é enorme para o país, afinal 28 mil vidas já foram perdidas" desde o início da gestão de Felipe Calderón, que assumiu o poder ao término de seu mandato, em 2006.

Ele considerou que o vício é em geral "um desafio enorme" para a Saúde Pública, e como tal deve ser atendido "diferenciando-se da violência gerada pelo crime organizado".

Na semana passada, Calderón admitiu a possibilidade de se discutir a legalização das drogas no país, como parte da pluralidade democrática. No entanto, no fim de semana, em visita à Colômbia, o mandatário afirmou que é contra o fim da proibição.

"Eu não estou de acordo com a legalização. Não estou de acordo porque se analisarmos, devemos colocar na balança esse debate, as vantagens e as desvantagens de uma medida como essa", atestou o presidente em uma entrevista a uma rádio colombiana.

Segundo ele, se as drogas forem legalizadas, por exemplo, "o preço alto que têm no mercado negro seriam reduzidos, e isso diminuiria a capacidade financeira dos criminosos, isso é certo. Mas liberar totalmente o mercado de drogas e a redução de seu preço são dois fatores que vão incentivar milhões e milhões de jovens a consumi-las".

A guerra declarada pelo mandatário em dezembro de 2006 contra o narcotráfico, colocando o Exército na rua para combater os cartéis, é um dos pontos mais criticados da política de Calderón devido ao alto número de vítimas fatais e denúncias de violações dos direitos humanos.

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